Endividamento cresce em BH; confira dez dicas para sair do sufoco

Tatiana Moraes - Hoje em Dia
Publicado em 06/07/2015 às 13:19.Atualizado em 17/11/2021 às 00:47.
Resultado aponta a estabilização da demanda por crédito pelas famílias (Wesley Rodrigues / arquivo Hoje em Dia)
Resultado aponta a estabilização da demanda por crédito pelas famílias (Wesley Rodrigues / arquivo Hoje em Dia)

Inflação corroendo a renda do consumidor, juros nas alturas e falta de planejamento: o cenário perfeito para o aumento do endividamento. E não deu outra. Junho apresentou o maior índice de comprometimento com dívidas do ano, segundo Análise Mensal do Endividamento do Consumidor, da Fecomércio. No mês, o índice chegou a 62%, quatro pontos percentuais acima do registrado em maio.

O cartão de crédito foi o principal vilão. No período, 64,3% da população comprometeu parte das contas com essa modalidade e 15,3% com os cartões de lojas. E pior: 29% dos consumidores deixaram de quitar a fatura do dinheiro de plástico. O índice elevado mostra que falta conhecimento sobre como administrar o próprio orçamento, segundo o consultor de finanças pessoais, Paulo Vieira.

Confira 10 dicas para dar fôlego ao bolso:

1 - Você realmente precisa se endividar?

A dívida deve ser contraída para sair de um sufoco ou para aproveitar uma excelente oportunidade. Apenas.

2 - A dívida será cobrada

É necessário ter capacidade para quitá-la no futuro. Você tem?

3 - Analise o custo da dívida

Os juros variam de uma instituição bancária para outra. Pesquise. Juros mais altos podem elevar, e muito, o custo final da dívida.

4 - Troque dívidas

Cartões de crédito e cheque especial têm juros de até 300% ao ano. Empréstimos bancários, no entanto, são bem mais baratos. Compare.

5 - Fuja dos cartões

Não pague parte do cartão de crédito ou do cheque especial. Se não conseguir pagar tudo com dinheiro próprio, faça um empréstimo e troque a dívida.

6 - Corra dos ilícitos

Nesse momento, surgem os agiotas. Eles cobram juros mais caros e são ilegais. Não caia nessa.

7 - Sem segredos

Não esconda as dívidas da família. Todos devem estar envolvidos no orçamento familiar.

8 - Controle é fundamental

Quando a pessoa compra no cartão de crédito ela não vê a “facada”. Por isso, muitos consumidores se assustam com a fatura. Que tal anotar todos os gastos do dinheiro de plástico em um papel na carteira?

9 - Amplie o controle

Aproveite e faça o controle de todos os gastos. Ao final do mês, você saberá para onde vai o seu dinheiro. E o mais importante: onde é possível cortar.

10 - Última instância

Não conseguiu quitar as dívidas? Venda um bem. Seja um carro, uma roupa, um sapato. Inicialmente, o ato chega a apertar o coração. Mas vai livrá-lo de um aperto maior no futuro.

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