
Inflação corroendo a renda do consumidor, juros nas alturas e falta de planejamento: o cenário perfeito para o aumento do endividamento. E não deu outra. Junho apresentou o maior índice de comprometimento com dívidas do ano, segundo Análise Mensal do Endividamento do Consumidor, da Fecomércio. No mês, o índice chegou a 62%, quatro pontos percentuais acima do registrado em maio.
O cartão de crédito foi o principal vilão. No período, 64,3% da população comprometeu parte das contas com essa modalidade e 15,3% com os cartões de lojas. E pior: 29% dos consumidores deixaram de quitar a fatura do dinheiro de plástico. O índice elevado mostra que falta conhecimento sobre como administrar o próprio orçamento, segundo o consultor de finanças pessoais, Paulo Vieira.
Confira 10 dicas para dar fôlego ao bolso:
1 - Você realmente precisa se endividar?
A dívida deve ser contraída para sair de um sufoco ou para aproveitar uma excelente oportunidade. Apenas.
2 - A dívida será cobrada
É necessário ter capacidade para quitá-la no futuro. Você tem?
3 - Analise o custo da dívida
Os juros variam de uma instituição bancária para outra. Pesquise. Juros mais altos podem elevar, e muito, o custo final da dívida.
4 - Troque dívidas
Cartões de crédito e cheque especial têm juros de até 300% ao ano. Empréstimos bancários, no entanto, são bem mais baratos. Compare.
5 - Fuja dos cartões
Não pague parte do cartão de crédito ou do cheque especial. Se não conseguir pagar tudo com dinheiro próprio, faça um empréstimo e troque a dívida.
6 - Corra dos ilícitos
Nesse momento, surgem os agiotas. Eles cobram juros mais caros e são ilegais. Não caia nessa.
7 - Sem segredos
Não esconda as dívidas da família. Todos devem estar envolvidos no orçamento familiar.
8 - Controle é fundamental
Quando a pessoa compra no cartão de crédito ela não vê a “facada”. Por isso, muitos consumidores se assustam com a fatura. Que tal anotar todos os gastos do dinheiro de plástico em um papel na carteira?
9 - Amplie o controle
Aproveite e faça o controle de todos os gastos. Ao final do mês, você saberá para onde vai o seu dinheiro. E o mais importante: onde é possível cortar.
10 - Última instância
Não conseguiu quitar as dívidas? Venda um bem. Seja um carro, uma roupa, um sapato. Inicialmente, o ato chega a apertar o coração. Mas vai livrá-lo de um aperto maior no futuro.