
O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial após registrar prejuízo de R$ 17,3 bilhões em obrigações com bancos, fundos de investimento, seguradoras, fornecedores, aluguéis e dívidas trabalhistas.
Segundo o CEO Renato Franklin, a medida foi aprovada pelo Conselho de Administração e ocorre após “anos de transformação” com redução da dívida, melhora da estrutura de capital e aumento da geração de caixa.
"Precisamos reconhecer que essa evolução, embora crucial, não foi suficiente diante de um cenário de crédito mais restritivo, juros elevados e consumo pressionado", afirmou, em nota à imprensa.
A empresa afirmou ainda que tentou conseguir novos aportes de capital ou linhas de crédito, porém, as negociações não teriam avançado mediante a "deterioração do cenário global, com maior aversão ao risco".
De acordo com o CEO, "a recuperação judicial faz parte de uma reorganização do passivo da empresa de forma mais ampla, que precisa dar à Companhia condições de ajustar suas obrigações” e, ao mesmo tempo, continuar executando as medidas da “Fase 2 do Plano de Transformação”, que tem foco em rentabilidade e geração de caixa.
Entre as medidas estão o fechamento de 298 lojas de baixo desempenho, redução de custos e despesas, revisão dos canais digitais, adequação de estoques e capitais de giro, além de menores investimentos e busca por alternativas para reduzir o custo financeiro.
“A estratégia daqui em diante é operar uma Companhia menor, mais seletiva e concentrada nas atividades capazes de gerar retorno e caixa”, informou Renato Franklin.