Especialistas alertam economias latinas sobre commodities

AFP
Publicado em 26/07/2012 às 17:51.Atualizado em 21/11/2021 às 23:52.

 

MÉXICO - A alta do preço das matérias-primas, que tem permitido até agora que os países da América Latina driblem a crise global, não será permanente e seus efeitos podem ser revertidos, dizem ex-presidentes, especialistas e empresários reunidos pelo Círculo de Montevidéu no México.
 
"Temos nos beneficiado sem nenhuma dúvida, pois as matérias-primas e os alimentos nos tem dado uma resposta formidável de crescimento", disse o ex-presidente uruguaio, Julio María Sanguinetti, na abertura da reunião encabeçada pelo multimilionário mexicano Carlos Slim.
 
Já o presidente mexicano, Felipe Calderón, advertiu sobre o risco de transformar as exportações de produtos primários na base do crescimento. 
 
"A queda do mercado de commodities desde o ano passado e no início deste ano também provocou a queda de certas economias. Por isso o México este ano crescerá, pela segunda vez consecutiva, mais que o Brasil", disse.
 
Slim, considerado o homem mais rico do mundo pela revista Forbes, disse que há preocupações com os efeitos sociais da crise econômica. "Os pontos mais sensíveis, mais importantes e preocupantes são as consequências sociais", disse durante a instalação.
 
É a primeira vez que um empresário preside este encontro, celebrado há 18 anos, e que nesta edição reúne no México Felipe González, ex-presidente do governo da Espanha, os ex-presidentes de Chile, Ricardo Lagos e Colômbia, Belisario Betancourt, e o secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), José Manuel Insulza, entre outros convidados.
 
O fórum, que se estende até amanhã, contará com análises da crise global e seus efeitos na América Latina e em outras regiões.
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