Exportação de carne mineira cresce 4,7% e bate recorde

Iêva Tatiana* - Do Hoje em Dia
Publicado em 25/08/2012 às 08:14.Atualizado em 22/11/2021 às 00:44.
 (Frederico Haikal/Arquivo Hoje em Dia )
(Frederico Haikal/Arquivo Hoje em Dia )

As exportações de carne mineira bateram recordes nos primeiros sete meses do ano, alcançando US$ 487,8 milhões, 4,7% a mais do que no mesmo período do ano passado, quando a marca já havia sido considerada histórica. Com o resultado, o setor passou a ocupar o segundo lugar no ranking estadual de vendas para o exterior, ficando atrás apenas do café.

A carne suína foi uma das principais responsáveis pelo bom desempenho de Minas Gerais, conforme dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). De janeiro a julho, o produto movimentou US$ 61 milhões, crescimento de 124,1% na comparação com o ano anterior.

Bovinos

A exportação de carne de bovinos apresentou tímida ascensão, de 1,6%, mas também alcançou cifras expressivas, chegando a US$ 177,1 milhões.

De acordo com o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, os resultados refletem o momento de retomada das exportações brasileiras, principalmente, para o mercado russo.

“A Rússia vinha restringindo as importações de carnes suína e bovina, mas o Brasil está reconquistando e reativando as negociações e, consequentemente, suprindo as necessidades do mercado externo”, explica Albanez.

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Aves

As carnes de aves também bateram recorde de exportação no acumulado do ano, movimentando US$ 190,7 milhões, aumento de 0,1% frente a igual período do ano passado.

O principal consumidor, neste ano, foi a Arábia Saudita. As vendas para o país somaram US$ 54,5 milhões, valor 244,8% acima do registrado de janeiro a julho de 2011. Segundo Albanez, a expectativa é de que o Estado consiga aumentar ainda mais o volume de carne vendida para outros países. “O custo de produção de carnes no mercado externo deve aumentar, por causa da escassez de insumos, cuja produção foi prejudicada pela seca. Isso poderá favorecer Minas Gerais, porque teremos preços competitivos a oferecer”, destaca o superintendente.

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