Ferro 962% mais caro abre espaço para alta do royalty

Paulo Paiva - Do Hoje em Dia
Publicado em 26/07/2012 às 07:36.Atualizado em 21/11/2021 às 23:51.
 (ARQUIVO HOJE EM DIA)
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Principal fonte de resistência às alterações nos royalties sobre minério de ferro, as mineradoras brasileiras não têm do que reclamar. O preço da commodity teve alta de 961,7% de 2002 a 2012. Saltou, no período, de US$ 12,68 a tonelada para US$ 134,62. Nos últimos meses, o agravamento da crise na Europa e a desacelera-ção econômica na China afetaram os preços, que flertaram com o patamar de US$ 110. Mas a tendência, segundo analistas, é de estabilidade.

Representadas pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), as mineradoras têm apresentado oposição cerrada ao projeto de lei que aumenta a alíquota da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM, o royalty do minério) dos atuais 2% sobre o faturamento líquido para 4% do faturamento bruto. O projeto, que tem o senador Aécio Neves (PSDB-MG) como relator, deve ser votado em agosto no Senado. O principal argumento do Ibram é que a carga tributária brasileira já é alta demais.

Mas os números mostram que a situação para as empresas não está tão ruim: a Vale divulgou ontem lucro de R$ 5,3 bilhões apenas no segundo trimestre. O lucro de 2011 foi de R$ 37,8 bilhões. Vale lembrar que, se o projeto for aprovado, representará uma modesta receita anual de R$ 1 bilhão para os cofres do governo mineiro.

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