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Fiemg aprova prorrogação de subsídio da gasolina, mas alerta para riscos fiscais

Federação destaca alívio nos custos de transporte e inflação, mas defende equilíbrio nas contas públicas e prazo definitivo

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 24/07/2026 às 12:43.Atualizado em 24/07/2026 às 14:41.
FIEMG afirma que a prorrogação do subsídio pode reduzir os impactos da alta do petróleo, mas defende equilíbrio fiscal e transparência (Lucas Prates)
FIEMG afirma que a prorrogação do subsídio pode reduzir os impactos da alta do petróleo, mas defende equilíbrio fiscal e transparência (Lucas Prates)

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avaliou como positiva a prorrogação, por mais um mês, do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina, anunciada pelo Ministério da Fazenda. A entidade afirma que a medida pode conter os impactos da alta internacional do petróleo sobre consumidores e empresas, mas ressalta que a política precisa ser acompanhada de equilíbrio fiscal, transparência e prazo definido.

A subvenção foi criada em 25 de maio para conter os repasses da elevação do petróleo no mercado internacional aos combustíveis no Brasil, em meio aos conflitos entre Estados Unidos e Irã. Com o barril do tipo Brent voltando a superar a marca de US$ 100 nos últimos dias, a pressão sobre a gasolina e outros derivados aumentou.

Impactos na cadeia produtiva

Segundo o economista-chefe da FIEMG, João Gabriel Pio, a prorrogação do benefício é uma medida importante em um cenário de instabilidade internacional. "A elevação dos preços dos combustíveis impacta diretamente a inflação, o transporte de cargas, os custos logísticos e as cadeias produtivas, reduzindo as margens das empresas e comprometendo sua competitividade", destacou.

Apesar dos efeitos positivos imediatos, a entidade alerta para os riscos que a manutenção do subsídio pode gerar nas contas públicas. Na visão da FIEMG, a condução da política exige transparência, previsão de término e indicação clara das fontes de financiamento para evitar incertezas fiscais e garantir a atração de investimentos.

Busca por soluções permanentes

A federação reforça que ações emergenciais não substituem reformas estruturais no setor energético. Para a entidade, o país precisa avançar em uma agenda que fortaleça a segurança energética, reduza os custos sistêmicos da economia, aumente a competitividade industrial e alinhe o controle inflacionário à responsabilidade fiscal e previsibilidade regulatória.

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