Empresários indignados

Fiemg: aumento da passagem de ônibus é injustificável e custo às empresas tende a ser repassado

Reajustes nas tarifas do transporte público de BH e região começa a valer em 2026

Do HOJE EM DIA
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 30/12/2025 às 14:36.Atualizado em 30/12/2025 às 14:37.
 (Setra-BH/Divulgação)
(Setra-BH/Divulgação)

As passagens de ônibus ficarão mais caras em Belo Horizonte e região metropolitana a partir de 2026, conforme anunciado nesta terça-feira (30). O aumento das tarifas chega a quase 9% e deixa indignados não só as pessoas que dependem do transporte público para se locomover. Empresários também estão na bronca.

Em nota divulgada horas após a definição dos reajustes, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avalia que a medida prejudica o setor produtivo. A federação considerou os novos valores "excessivamente altos", na comparação com outros indicadores econômicos.

"Não se justifica pela evolução recente do preço do óleo diesel – um dos insumos produtivos mais importantes para as empresas de transporte coletivo". Segundo a Fiemg, com base na inflação ao consumidor (IPCA) da Grande BH, o combustível teve alta de 1,61% nos 12 meses até novembro de 2025.

Atualmente, muitas empresas repassam o desconto do vale-transporte no salário do trabalhador. No entanto, a Fiemg reforça que o custo é arcado, "em grande medida", pelos empregadores. "Uma vez que existe um limite legal para o desconto, o reajuste das passagens representa um aumento de custo para as empresas".

Fiemg fala em aumento da inflação e do desemprego

Diante do cenário, a federação alerta que o aumento "tende a ser repassado para os preços finais", além de inviabilizar o funcionamento de algumas operações produtivas. As consequências, diz a Fiemg, podem vir com aumento da inflação e do desemprego.

A Federação também manifestou "preocupação" ao analisar que o reajuste se soma a outras altas significativas em períodos recentes. "Ocorre em um momento em que o setor produtivo já tem que lidar com outras medidas que elevam o custo de produção, como o aumento do salário mínimo para 2026 acima da inflação e a fixação da taxa Selic em 15,0%".

Leia mais:

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por