PROJETO DE LEI

FIEMG critica fim da escala 6×1: pode afetar PIB e levar a perda de 18 mi de postos de trabalhos

Representante das indústrias acredita que negociação coletiva é o caminho para encontrar soluções equilibradas

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 15/04/2026 às 17:41.Atualizado em 15/04/2026 às 17:41.
A proposta enviada ao Congresso visa também reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial (Tânia Rêgo / Agência Brasil)
A proposta enviada ao Congresso visa também reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial (Tânia Rêgo / Agência Brasil)

O Projeto de Lei (PL) que propõe encerrar a escala trabalhista 6x1 tem gerado discussões na sociedade civil. Nesta quarta-feira (15), a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) criticou a possível diminuição de dias trabalhados, afirmando que a decisão pode trazer impactos para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em até 16%.

A representante das indústrias ainda afirmou que a redução da carga horária sem compensação pode levar à perda de cerca de 18 milhões de postos de trabalho no país. Segundo Mário Marques, presidente em exercício da Fiemg, a proposta é “uma medida eleitoreira”.

“Ela é pensada mais nas eleições do que nas consequências práticas para a economia e para os trabalhadores. Sem alternativas viáveis, essa medida coloca em risco o sustento de milhões de brasileiros e amplia ainda mais os desafios econômicos que já enfrentamos”, disse Mário Marques.

A proposta enviada ao Congresso visa reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial. “A negociação coletiva é o caminho para encontrar soluções equilibradas, que respeitem as necessidades dos trabalhadores e a saúde financeira das empresas”, ressaltou o presidente em exercício da FIEMG.

Projeto de Lei e Propostas de Emendas à Constituição

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou, nesta quarta, que a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da redução de jornada semanal de trabalho ainda é essencial para evitar que futuros políticos “aventureiros” queiram aumentar a carga horária para o trabalhador.

Nesta quarta, um pedido de vista coletivo feito pelas lideranças do PSDB e do PL na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou a votação sobre a constitucionalidade da PEC. 

Temendo atrasos nessa votação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na terça-feira (14), um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6x1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

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