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Fim da escala 6x1 pode elevar custos e pressionar caixa de micro e pequenas empresas, avalia ACMinas

Entidade defende modelos de trabalho mais flexíveis e avalia que aumento de custos pode ser repassado aos preços e até inviabilizar serviços

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 15/10/2026 às 11:05.Atualizado em 15/10/2026 às 11:43.
Presidente da ACMinas, Cledorvino Belini, defende modelos de trabalho mais flexíveis e alerta para efeitos da mudança sobre custos, preços e pequenos negócios (Luiz Costa)
Presidente da ACMinas, Cledorvino Belini, defende modelos de trabalho mais flexíveis e alerta para efeitos da mudança sobre custos, preços e pequenos negócios (Luiz Costa)

O fim da escala 6x1 pode pesar principalmente sobre micro e pequenas empresas, elevar custos operacionais e provocar repasses aos preços, na avaliação da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas). A entidade também defende modelos de trabalho mais flexíveis, que levem em conta as particularidades de cada atividade econômica.

O posicionamento foi divulgado após a aprovação da proposta pelo Senado. Para o presidente da ACMinas, Cledorvino Belini, a votação ocorreu de forma precipitada, em período eleitoral, sem tempo suficiente para uma análise aprofundada dos riscos e das oportunidades da mudança para a economia brasileira.

“Uma mudança dessa dimensão exige um debate amplo, fundamentado em dados e que considere a realidade dos diferentes setores produtivos. A preocupação é que o aumento dos custos operacionais seja repassado aos preços, pressionando a inflação, e que determinados serviços se tornem inviáveis ou deixem de ser oferecidos à população”, declarou Belini.

Relações mais flexíveis

Na avaliação do dirigente, modelos rígidos de jornada deveriam dar espaço a relações de trabalho mais flexíveis, capazes de considerar as características específicas de cada atividade econômica. A ACMinas defende ainda uma maior aproximação entre a remuneração, as horas efetivamente trabalhadas e os resultados alcançados.

Para a entidade, a discussão sobre a jornada precisa considerar não apenas os interesses dos trabalhadores, mas também a capacidade de manutenção dos negócios, da oferta de serviços e dos empregos.

“O desafio é avançar nas relações de trabalho sem comprometer a competitividade das empresas, a oferta de serviços e a geração de empregos. O Brasil precisa discutir modelos que conciliem os interesses dos trabalhadores com a sustentabilidade dos negócios, especialmente das micro e pequenas empresas”, afirmou o presidente da instituição.

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