Gasto médio no Dia dos Namorados será de R$ 146

Raul Mariano - Hoje em Dia
Publicado em 03/06/2015 às 06:24.Atualizado em 17/11/2021 às 00:19.

A data comemorativa mais romântica do ano será marcada pela cautela na forma de pagamento e contenção de gastos por parte do consumidor em Belo Horizonte. No Dia dos Namorados, o valor gasto com presentes deve ficar 1,6% menor na comparação com 2014 e mais da metade dos pagamentos serão realizados com dinheiro, conforme aponta pesquisa feita pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/BH).


Dentre os motivos, o receio do endividamento e a perda do poder de compra do consumidor, causada pelo aumento da inflação, devem influenciar as escolhas no momento da compra.


Faturamento


Para o vice-presidente da CDL-BH, Davidson Cardoso, o faturamento com a data deve se manter igual ao de 2014. “O Dia dos Namorados é a terceira melhor data para o comércio, mas por questões macroeconômi-cas o valor do tíquete não deve aumentar. Por isso a expectativa é faturar R$ 2,14 bilhões no mês de junho, assim como aconteceu no ano passado”.


Outra tendência percebida pela pesquisa foi a mudança dos locais escolhidos para a compra do presente. A procura pelas lojas de rua, inclusive na região o consumidor mora, já representa praticamente 18% das escolhas, perdendo apenas para o hipercentro, que é a opção da maioria dos consumidores.


Entre os lojistas, a expectativa também não é positiva. Segundo levantamento da CDL/BH, 57% dos empresários acreditam que as vendas no Dia dos Namorados serão piores do que o montante registrado em 2014. A data corresponde a 3,8% do total de vendas esperado para o mês de junho.


Perdas


Estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam que a varejo venderá 0,1% menos no Dia dos Namorados deste ano. O resultado projetado segue o comportamento das datas comemorativas do ano, como o Dia das Mães, que também registraram queda em relação a 2014. O segmento de vestuário, carro-chefe da data, deverá ter perda real de 0,8% em relação ao ano passado. Com a queda, o resultado pode ser o pior desde 2004.


Os resultados positivos deverão ser do segmento de farmácias, perfumarias e cosméticos (+7,1%) e venda de artigos de uso pessoal e doméstico (+7,4%).

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