
O batalhão de vendedores da gigante asiática de vendas pela internet Shopee dá quase a população de Belo Horizonte. São mais de dois milhões de pessoas cadastradas em todo o país, com a perspectiva da empresa de crescer mais neste ano.
E, nesta quinta-feira (2), estão todos enlouquecidos com a megapromoção da plataforma, que promete distribuir R$ 6 milhões em cupons de desconto, em sua primeira grande liquidação do ano, chamada 2.2.
Aliás, toda data de números duplicados tem promoção. E, segundo Felipe Piringer, diretor de marketing e Growth da empresa, além de cupons, o que estimula o consumidor a comprar mais são as promoções que podem ser acumuladas: pode ser a do vendedor do produto, mais a da Shopee, mais moedas virtuais de fidelização, que os clientes acumulam a cada compra, o que acaba dando uma diferença no preço em relação a outras plataformas.
São mais de 30 categorias de produtos, entre moda, life-style, alimentos, eletrônicos, eletroportáteis, linha branca - graças às parcerias com grandes marcas, como Nivea, L'Oreal, Heineken, Nestlé, Fast Shop e Pão de Açúcar, por exemplo, apesar de 85% das vendas serem de vendedores locais - a grande maioria (95%) das transações pelo aplicativo. “A proposta da Shopee é facilitar muito a jornada de compra on-line. (...)A gente tenta ter de tudo no aplicativo, para qualquer necessidade,” explica Piringer.
Em julho a plataforma completa 3 anos no país. Otimista, Felipe Piringer diz que o Brasil ainda tem muito espaço para a expansão das vendas on-line e que a Shopee pretende investir muito aqui em 2023. Minas já tem um Centro de Distribuição para produtos locais em Contagem na Região Metropolitana de Belo Horizonte e o mercado mineiro é considerado o segundo mais importante no país.
“A penetração do e-commerce no Brasil ainda é baixa, se for comparar com países similares na Ásia e o próprio Estados Unidos. A gente vê muito potencial do e-commerce continuar crescendo no Brasil e a Shopee poder ajudar aí e, claro, crescer junto”.
E no “DNA” da empresa, continua o diretor, está a ideia de estimular o empreendedorismo local, estimulando a entrada de novos consumidores nesse modelo de negócio virtual, que não conseguiam onde comprar on-line. Além disso, a ideia é dar escala a marcas nacionais, também contribuindo para o crescimento da economia local.
Além de vendedores cadastrados que atuam na plataforma, a empresa também oferece comissão para quem “recomenda” (e vende) produtos com links personalizados - é a rede de afiliados. São mais de 700 mil participantes e os afiliados mais ativos chegam receber mais de R$ 20 mil por mês, segundo a empresa.
A gente ainda tá no começo da nossa presença no Brasil, a gente está investindo muito no Brasil. Então, a gente espera neste ano muito crescimento, independentemente da situação macroeconômica (...) olhando para o potencial de e-commerce no país,” finaliza Felipe Piringer.
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