Caixa e BB

Greve dos bancários deve afetar atendimento em agências de BH e região a partir desta quinta

Funcionários defendem reajuste salarial e jornada de trabalho 4 x 3 sem redução nos vencimentos

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 09/09/2026 às 14:38.Atualizado em 09/09/2026 às 15:04.
Greve dos bancários foi debatida nesta quarta-feira na ALMG (Alexandre Netto/ALMG)
Greve dos bancários foi debatida nesta quarta-feira na ALMG (Alexandre Netto/ALMG)

Clientes de bancos públicos em Belo Horizonte e região metropolitana poderão ter o atendimento presencial prejudicado a partir desta quinta-feira (10), com o início de uma greve por tempo indeterminado organizada por trabalhadores da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil. O funcionamento das agências ainda depende do número de bancários que irão aderir à paralisação. A categoria reivindica reajuste salarial e jornada de trabalho 4 x 3 sem redução nos vencimentos.

Nesta quarta-feira (9), véspera da greve, funcionários da Caixa e do BB se reuniram na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para debater a campanha salarial 2026. “Sem bancários, não há atendimento de qualidade” e “quando uma agência fecha, a população perde junto” foram mensagens levadas ao auditório da ALMG, durante audiência da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social.

Presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, Ramon Peres destacou que nesta quinta, primeiro dia da greve, haverá ato na porta da agência Século da Caixa, no centro da capital, a partir das 10h.

O dirigente fez um histórico da negociação feita por representantes da categoria com os bancos, inclusive no contexto nacional e envolvendo também instituições privadas, destacando reivindicações como reposição da inflação, 5% de aumento real e jornada de 4 x 3.

“Se a tecnologia aumenta a produtividade e o lucro dos bancos, precisa também proporcionar qualidade de vida para quem trabalha”, afirmou Ramon Peres.

Segundo Nerival Faustino Gomes, presidente da Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal de Minas Gerais, foi proposto à categoria um aumento de 0,6%, segundo ele inaceitável e absurdo.

O que dizem os bancos

A Caixa informou que mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e "segue empenhada" na construção de uma solução para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). "Pautada pela valorização dos empregados, pela sustentabilidade da instituição e pelo compromisso com a continuidade dos serviços prestados à sociedade".

O Banco do Brasil disse que participa da mesa única da Fenaban, com presença de todos os bancos, nas quais são debatidas as questões gerais da categoria bancária, incluindo o índice de reajuste. "Além disso, o Banco possui uma mesa específica com as entidades sindicais nas quais são tratadas as questões do funcionalismo do BB. Para a data base de 2026, foram realizadas várias rodadas de negociação, que resultaram na proposta apresentada às entidades sindicais e aprovada em diversas assembleias em todo o país".

Conforme o BB, como forma alternativa, os clientes contam com atendimento via app, internet banking, correspondentes bancários e Central de Relacionamento pelo telefone 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 729 0001 (demais localidades), além do Whatsapp (61 4004-0001).

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