Impasses em Confins: descaso, reforma e gastos

Do Hoje em Dia
Publicado em 17/10/2012 às 06:27.Atualizado em 21/11/2021 às 17:17.

O governo Dilma Rousseff e, sobretudo, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) têm demonstrado incompetência em relação ao Aeroporto Internacional de Confins. Sua reforma e ampliação foram incluídas nas duas edições do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo governo Lula em janeiro de 2007. Portanto, há quase seis anos.

A Infraero foi criada há quase 40 anos e desde 1980 administra o Aeroporto Internacional de Viracopos. Nesse tempo todo, a estatal não conseguiu construir ali uma segunda pista, apesar de ter sido há muito planejada. O acidente neste fim de semana com um avião cargueiro dos Estados Unidos, que atravancou a única pista e deixou o aeroporto inativo por dois dias, pode tê-la finalmente despertado para o problema. É o que se verá nos próximos meses.

Enquanto isso, a Infraero está às voltas com o aeroporto de Confins. Construído pelo governo mineiro quando Francelino Pereira era o governador, é administrado desde o início dos anos 1980 pela Infraero. Ficou subutilizado até o boom do transporte aéreo, iniciado no governo Lula, e a transferência para Confins dos pousos e decolagens de aviões da ponte-aérea que operavam no antigo Aeroporto da Pampulha.

Quando o Mineirão foi escolhido como sede de alguns jogos da Copa do Mundo, tornou-se urgente a ampliação do Aeroporto Internacional de Confins, que passou a fazer parte da Matriz de Responsabilidades para a competição mais importante do futebol mundial. Ontem o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, visitou Belo Horizonte pela primeira vez e foi recebido pelo governador Antonio Anastasia no Mineirão. Em Minas, menos de 26% das obras previstas pela Matriz de Responsabilidade para o Estado foram executadas. O maior atraso é o do aeroporto de Confins.

As obras de reforma e ampliação deveriam estar concluídas em dezembro de 2013 a um custo de R$ 238 milhões. A licitação só começou em junho de 2011. Em novembro, foi contratada a empresa que fará, pelo preço de R$ 10,5 milhões, o projeto básico e executivo do segundo terminal de passageiros. Não há prazo previsto para o início das obras. Neste mês, a Infraero tenta escolher a empresa que vai construir o terminal 3, orçado por ela em cerca de R$ 48 milhões. Há um impasse, pois as sete propostas apresentadas na licitação variam de R$ 79 milhões a R$ 141 milhões, e as três primeiras colocadas já desistiram, pois a contratante exige preço menor.

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