Indústria aposta em Natal gordo para salvar um magro 2012

Janaína Oliveira - Do Hoje em Dia
Publicado em 16/09/2012 às 10:13.Atualizado em 22/11/2021 às 01:19.
 (André Brant)
(André Brant)

Pode parecer exagero e dar aquela sensação de que o tempo está passando rápido demais. Mas a quase quatro meses de 25 de dezembro, Papai Noel é aclamado como o salvador da lavoura para a indústria. Depois de um primeiro semestre inteiro de vacas magrinhas, a esperança é que o Natal alavanque os negócios em 2012 e amenize a retração de 3,7% apurada até julho para 2% no fechamento do ano, segundo projeções da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

“Geralmente é assim. Quanto piores os resultados no início do ano, maiores as expectativas sobre o Natal”, aponta o economista da Fiemg, Paulo Casaca.
Para o economista, a indústria está passando por uma ‘situação complicada’. “Mesmo assim, se prepara para a data, época em que os empresários tentam maiores ganhos”, emenda Casaca.
 
Encomendas
 
As encomendas já começaram, mas o pico deve acontecer entre outubro e novembro. “Pior seria se a população não estivesse consumindo”, diz.
O mercado de vestuário é apenas um dos vários que apostam nas festas natalinas como a tábua de salvação para um primeiro semestre gelado, ‘a la Polo Norte’. “No primeiro semestre, o faturamento foi 3% menor que no mesmo período do ano passado. Mas como há 50 anos nossa melhor data é o Natal, esperamos reverter o prejuízo e crescer de 2% a 3% sobre 2011”, afirma o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário de Minas Gerais (Sindivest-MG), Michel Aburachid.
 
A data também promete trazer felicidade para a indústria elétrica e eletrônica. “Como é um segmento que vive de novidades, o Natal pode acabar nos salvando”, espera Luiz Cezar Rochel, gerente de economia da Abinee, a associação brasileira do setor.
 
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