
Anunciada pelo Banco Central na noite desta quarta-feira (18), a redução de 0,25 ponto percentual da taxa Selic, agora em 14,75% ao ano, ainda é considerada insuficiente para melhorar a competitividade da indústria e manter a saúde financeira do comércio, sobretudo de pequenas e médias empresas. A avaliação é da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e da Fecomércio.
Para a Fiemg, o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) não atendeu às expectativas do setor produtivo, que esperava um corte mais expressivo após quase dois anos sem reduções.
“A Federação compreende que o atual contexto internacional, marcado por conflitos no Oriente Médio e, consequentemente, a instabilidade nos preços dos combustíveis, gera efeitos secundários na inflação, mas alerta sobre os desafios adicionais à indústria, que já enfrenta um ambiente de crédito restrito e elevado custo de capital”, informou, em nota.
Flávio Roscoe, presidente da entidade, defendeu “medidas que contribuam para preservar a capacidade de investimento e a competitividade da indústria nacional”. “Aprofundar o enfraquecimento da atividade econômica leva a efeitos negativos na geração de emprego e renda", afirmou.
Já a Fecomércio considera que a redução da Selic segue “aquém das necessidades impostas pelo atual estágio da economia brasileira” e relaciona o fechamento de negócios e pedidos de recuperação judicial ao nível “ainda elevado dos juros reais, que permanecem descolados da dinâmica corrente da inflação e impõem custo financeiro elevado às empresas”.
“Uma trajetória mais consistente de queda da taxa básica, combinada a maior previsibilidade fiscal, é condição necessária para reequilibrar a economia, recompor o crédito e restabelecer um ambiente mais favorável ao investimento e à geração de emprego”, informou, em nota.
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