
O edital para a construção do novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, foi lançado. O Módulo Operacional Provisório (MOP) irá substituir o projeto inicial do Terminal 3, abandonado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) após duas licitações fracassadas e o anúncio da concessão do aeroporto à iniciativa privada.
O vencedor será conhecido no dia 25 de abril. O objetivo é a “contratação dos serviços técnicos especializados de engenharia para elaboração dos projetos nas etapas de projeto básico, projeto executivo e para execução das obras e serviços referentes à reforma e ampliação do Terminal de Aviação Geral e demais obras e serviços complementares para implantação do Terminal de Passageiros 3 (TPS 3)”, de acordo com publicação no Diário Oficial da União (DOU).
A modalidade escolhida foi o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC). O sistema foi instituído pelo governo federal visando dar agilidade nos processos de contratações para obras necessárias para a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.
No RDC, as empresas concorrem à licitação sem saber a estimativa de preço que o órgão faz para a obra. Só ao final do processo o valor é divulgado. A intenção é evitar acordo entre as empresas concorrentes para forçar aumento do valor pago.
Conforme o Hoje em Dia antecipou na edição da última quinta-feira (14), a Infraero trocou o “puxadinho” com capacidade para 4,9 milhões de passageiros por ano por um terminal remoto menor e temporário. O espaço aproveitará a estrutura do Terminal de Aviação Geral, utilizado para jatinhos e aviões particulares.
Segundo a Infraero, serão 5.400 metros quadrados para receber até 3,9 milhões de passageiros em um ano, 1 milhão a menos do que o previsto inicialmente.
Atualmente em obras, o Terminal 1 tem capacidade para 10,2 milhões de passageiros. A Infraero chegou a esse número depois de refazer e alterar critérios de cálculo.
Com a conclusão da reforma, prevista para dezembro deste ano, a capacidade saltará para 11,6 milhões, abaixo da demanda de 13 milhões projetada para 2014. Já o Terminal 2 não tem data para sair do papel.