
O Centro de Tecnologia de Helicópteros (CTH) em Itajubá, no Sul de Minas, está pronto para a decolagem. Em novembro, será lançado o edital para o projeto executivo e de concepção da unidade de pesquisa no mesmo município onde fica a única fabricante brasileira de helicópteros, a Helibras, subsidiária do Grupo Eurocopter.
No total, serão investidos entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões. A conta será rateada entre os governos federal e estadual e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e pelo reitor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Renato de Aquino Faria Nunes. “Guardadas as devidas proporções, o Centro Tecnológico de Itajubá será equivalente ao de São José do Campos. Lá, com asas fixas, e aqui, com asas rotativas”, afirma o reitor da Unifei.
Asas
A implantação do projeto dará asas ao polo aeronáutico de Itajubá. Atualmente, a Helibras já possui 15 fornecedores brasileiros, com quatro deles baseados no município do Sul de Minas, para a produção de 50 helicópteros de grande porte EC 725 destinados às Forças Armadas brasileiras.
A meta é chegar à fabricação de um helicóptero com tecnologia 100% nacional – o centro será fundamental para o alcance de maior autonomia tecnológica no setor aeroespacial, com contribuição para capacitação de mão de obra especializada, fortalecimento do ambiente de negócios, pesquisas e projetos de transferência de conhecimento. “Para alcançar o objetivo, a nacionalização do nosso primeiro helicóptero, é essencial a criação do centro. Ele dará as condições para obter competências e tecnologias inovadoras, desenvolvendo massa crítica e formando recursos humanos qualificados”, afirma Nunes.
Testes
A realização de testes em equipamentos, tais como ensaios em pás de rotores, que constituem operação complexa – hoje só realizada em centros de alta tecnologia no exterior –, seria possível com a instalação do Centro Tecnológico de Helicópteros.
O reitor lembra ainda a inauguração, em 2011, do primeiro curso de Engenharia Aeronáutica na Unifei, com a abertura de 30 vagas por ano. Ele cita também convênios entre a universidade e a escola francesa Ensica. “Estamos selecionando os primeiros alunos que estudarão lá. Começaremos com cinco e vamos chegar a 15. E o centro só irá estreitar esses laços”, acredita.
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