
Bruno Costa Cerqueira, 37 anos, tem uma rotina nada fácil. Trabalha em dias úteis, finais de semana e feriados. Ele é diretor-geral do Laboratório São Marcos, segunda maior empresa de análises clínicas de Minas Gerais e um das dez maiores do país. Ele representa a terceira geração de uma empresa familiar que vem crescendo nos últimos anos, apesar da crise. Há oito anos no cargo, o diretor não está sozinho nessa empreitada.
Ele conta com a ajuda dos irmãos Rodrigo, diretor administrativo e financeiro, e Mariana, diretora técnica. Juntos, eles lideram mais de 900 funcionários em 60 unidades, espalhadas por dez cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de outras duas em Sete Lagoas.
O estilo de gestão de Bruno é voltado para reter não só clientes, mas também funcionários. “Recebo pessoalmente cada funcionário novo e explico como tratamos os clientes e cuidamos da empresa. Quero que o funcionário confira se o ambiente está bom para o cliente. Recebemos na porta, elogiamos, ligamos no dia do aniversário. Nosso negócio é encantar”.
900 funcionários trabalham hoje nas 60 unidades do laboratório são Marcos espalhadas em BH, Grande BH e em Sete Lagoas
Lição em casa
Ninguém melhor que ele, além do pai, Cláudio Cerqueira, atual presidente, para dar essa aula. “Meu pai tem um carisma muito grande com as pessoas. Aprendi com ele a fazer o que é certo, a valorizar a questão ética. Geralmente, alguns empresários têm dificuldade de preparar o filho para assumir os negócios, mas na nossa família isso aconteceu sem problemas”, conta.
Bruno começou a trabalhar no laboratório em 1999, como estagiário administrativo. Daí em diante, foi sendo promovido até chegar ao cargo que ocupa hoje. Dezessete anos já se passaram desde que começou a se envolver com os negócios da família. Para ele, o momento mais marcante foi quando seu pai decidiu comprar 50% das ações que pertenciam a um tio, para ficar com toda a empresa. “Foi uma decisão difícil. O investimento era muito grande, mas logo na sequência tivemos um período de grande crescimento”.
“Queremos que o laboratório deixe de ser regional para ser nacional”, Bruno Costa Cerqueira,diretor-geral do Laboratório São Marcos
E por falar em crescimento, Bruno aposta que, mesmo em meio à crise, deve fechar o ano com um crescimento de 20% a 23%. “Na verdade, fomos afetados também. Poderíamos crescer até 35%, mas o ritmo diminuiu. O último bimestre, por exemplo, foi muito ruim”, conta.
Quando não está no laboratório, Bruno gosta de passar um tempo com a esposa e os dois filhos. Costuma reunir a família nos finais de semana para saborear um churrasco na fazenda da família, na região de Pedro Leopoldo. Atleticano (mas não fanático), ele gosta de correr para manter a forma.
Para os próximos meses, o diretor revela que planeja criar novos serviços (que prefere não revelar por motivos estratégicos), reformar unidades mais antigas e lançar outras em novas regiões para aumentar o raio de atuação. Sul e Norte de Minas, além de outros estados, estão na mira de Bruno, do pai e dos irmãos. “Queremos que o laboratório deixe de ser regional para ser nacional”, disse.