Lojistas calculam giro de R$ 4 bilhões na economia mineira com o Dias das Mães
Apelo emocional da data e estratégias para incentivar clientela a gastar explicariam otimismo, aponta pesquisa da FCDL

A segunda melhor data para o comércio, o Dia das Mães deve movimentar R$ 4 bilhões na economia mineira. O otimismo dos lojistas baseia-se no apelo emocional da celebração e nas estratégias para incentivar o consumo de quem está disposto a gastar. Pesquisa da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas (FCDL) mostra que quase 70% dos 13,8 milhões de consumidores em solo mineiro pretende ir às compras.
O levantamento mostra que a intenção de gasto com o presente é de R$ 249,13, em média. Além da aquisição de mimos, 68% dos entrevistados afirmaram que pretendem comemorar o Dia das Mães com um almoço ou jantar especial.
Na opinião do economista da FCDL-MG, Vinícius Carlos Silva, a data tem maior diferencial entre todas as datas comemorativas, incluindo o Natal, historicamente o maior pico de vendas do comércio.
“É uma data de grande apelo emocional e isso, somado às estratégias comerciais fortes, transforma o período em um cenário fértil para o consumo", avalia. "Por isso, os mineiros não vão abrir mão de separar em seu orçamento um valor para a compra dos presentes, mesmo diante das condições cautelosas que o cenário econômico do país ainda nos impõe”, acredita o economista.
Desejo de agradar aumenta o consumo, mas com pagamento parcelado
Entre os que vão às compras, os produtos mais lembrados foram: cosméticos/perfumaria e vestuário, ambos com 24,1% das intenções; seguidos por flores (16,5%) e calçados (10,1%).
“A preferência por esses itens se deve à grande diversificação de produtos existentes e aos preços, que conseguem se adequar a todos os tamanhos de orçamentos", explica Vinícius Silva, para quem, o valor emocional da data leva a clientela a buscar opções quase personalizadas.
No que tanque aos meios de pagamento, o cartão de crédito parcelado aparece como principal escolha, com 30% das intenções, seguido de perto pelo PIX, com 28% das transações. O cartão de débito soma 20%, o crédito à vista 18% e o dinheiro apenas 4%.
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