ECONOMIA

Lula debate com líderes europeus sobre vetos a produtos brasileiros

Restrições impostas à carne brasileira entram em vigor em setembro

Agência Brasil
Publicado em 16/06/2026 às 17:00.Atualizado em 16/06/2026 às 17:56.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva com Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e Presidente do Conselho Europeu, António Costa na Cúpula do G7, em Évian-les-Bains - França. (Ricardo Stuckert / PR)
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva com Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen e Presidente do Conselho Europeu, António Costa na Cúpula do G7, em Évian-les-Bains - França. (Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos. 

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente. 

Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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