
Por muitos anos, os irmãos Wagner e Márcio Freitas Araújo madrugaram com o pai, seu Onésimo, para ajudar na lida na roça. À época, plantavam vagem, pimentão, tomate e hortaliças em um pedaço de terra em Igarapé, de onde retiravam o sustento. Incentivados pelo patriarca, investiram também em frutas, como maracujá e banana. Era um período entre a década de 80 e 90 e o preço não ajudava. Foi então que a mãe, dona Lourdes, professora que acabara de aposentar, teve a ideia de investir em flores.
Brotava naquele momento o que vem a ser hoje a Minas Flor Produção e Distribuição, empresa com 20 anos de estrada e que não para de trilhar prósperos caminhos.
“Sou, com orgulho, filho de agricultores familiares. Começamos de forma simples, com muita luta e dificuldade. Olhar pra trás e ver onde chegamos dá uma sensação de vitória e gratidão”, diz Wagner, diretor da Minas Flor.
Bagageiro
Inicialmente, as espécies de estátice, solidago, gipsofila e áster eram vendidas todos os domingos do lado de fora do Mercado Central. A mercadoria era toda transportada no bagageiro do Del Rey, carro que dona Lourdes tinha na época. Mas a freguesia foi crescendo e a empresa ganhou sede própria, no bairro Cachoeirinha, na região Nordeste de Belo Horizonte.
Como a demanda disparou, os irmãos investiram na compra de uma Kombi. E com o passar do tempo, a frota ganhou o reforço de outros dois veículos Kombi.
Expansão
Hoje, são mais três caminhões. Além de um novo endereço, no bairro Castelo, em uma área quase quatro vezes maior que a antiga para a qual a Minas Flor acaba de se mudar.
“Temos crescido, em média, 12% ao ano, mas vamos crescer ainda mais em 2016. Ao contrário dos outros segmentos, que estão sofrendo com a crise, nosso mercado está em expansão, e o espaço que tínhamos ficou limitado. Com o novo local, podemos oferecer novos tipos de flores e melhor atendimento”, diz Márcio, que é técnico agropecuário.
O leque de opções também foi ampliado. “Com o melhoramento genético, aquelas plantas do começo nem são mais plantadas. Investimos na variedade, adaptação do solo e qualidade”, conta Wagner.
De ‘casa’ nova, expectativa é crescer 15% neste ano
Com a loja de apenas 500 metros quadrados no passado e uma área 1.700 metros quadrados no presente, os donos da Minas Flor esperam ampliar o faturamento em 15% até o fim de 2016.
“O ano de 2015 foi diferente. Foram meses de investimentos para crescermos ainda mais neste ano”, diz o diretor Márcio Freitas Araújo.
E a mudança não ficou restrita à sede. A câmara fria de 70 metros quadrados deu lugar a outra de cerca de 200 metros quadrados, além da empresa passar a contar também com uma área climatizada de 325 metros quadrados. Com isso, é possível armazenar até três vezes mais flores e folhagens de corte.
No novo endereço, há locais separados para a logística de descarregamento das plantas e abastecimentos dos caminhões que buscam as encomendas. O local conta ainda com estacionamento para os clientes, quase 80% cerimonialistas e decoradores.
Carro-chefe
Atualmente, o carro-chefe da empresa são folhagens de corte, lisiantos e hortênsias. Segundo os irmãos, o volume comercializado chega a 40 mil maços por mês.
Setor
Minas Gerais destaca-se hoje como um dos maiores estados produtores de flores e plantas ornamentais do país. Os últimos dados mostram a existência de mais de 500 produtores em quase 2,2 mil hectares cultivando cerca de 160 espécies de flores de corte e de vasos.