
A Inteligência Artificial (IA) desenvolvida em Belo Horizonte, chamada de Nori, foi um dos destaques do Minas Summit 2026, evento que reúne startups, investidores e empresas de tecnologia no BeFly Minascentro nesta quinta-feira (18). A plataforma foi criada para acelerar o desenvolvimento de produtos digitais e surge como uma das apostas mineiras em um mercado cada vez mais disputado.
Desenvolvida pela Forteam, empresa integrante da Comunidade BH-TEC, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a plataforma Nori utiliza inteligência artificial para acelerar a criação de softwares, aplicativos e sistemas corporativos. A ferramenta transforma comandos em código de programação e auxilia equipes de tecnologia durante o desenvolvimento de produtos digitais, com a proposta de reduzir custos e tempo de entrega.
“A origem do Nori remete à nossa necessidade, enquanto fábrica de software, de nos tornarmos mais competitivos. O mercado está usando inteligência artificial para acelerar o desenvolvimento de produtos digitais e precisávamos encontrar uma forma de acompanhar essa transformação”, afirmou o idealizador e CEO do Nori, Paulo Simão.
A proposta da plataforma é permitir que desenvolvedores e equipes de negócios trabalhem de forma integrada, utilizando a IA para criar protótipos e acelerar etapas de desenvolvimento de softwares. Ao mesmo tempo, a ferramenta foi projetada para funcionar com diferentes modelos de IA e em ambientes próprios das empresas.
“Nossos clientes não ficam dependentes de uma única nuvem ou de um único fornecedor. A ideia é que possam usar a infraestrutura que desejarem e manter o controle dos próprios dados”, explicou.
A empresa ainda não lançou oficialmente o produto no mercado, mas afirma já ter recebido sinais positivos durante a fase de validação. Em um evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), realizado em maio, a startup obteve 40 potenciais clientes e apresentou 12 propostas comerciais.
“É uma inteligência artificial generativa produtora de códigos. A gente também produz inteligência artificial de qualidade aqui no Brasil. Estamos só começando e ainda existe muito espaço para criar, aplicar e automatizar processos com essa tecnologia”, afirmou Weber Rangel, CEO do Minas Summit.
Para Rangel, embora a inteligência artificial esteja cada vez mais presente no ambiente corporativo, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades para transformar a tecnologia em ganhos práticos.
“O mercado ainda está aprendendo a usar a inteligência artificial como ferramenta. Muitas vezes, as empresas não conseguem aplicar a tecnologia porque têm falhas de processo e falta de estrutura para isso”, disse.
Inteligência artificial domina Minas Summit 2026
A Inteligência Artificial (IA) é o principal tema da quarta edição do Minas Summit, que segue até esta quinta-feira (18) em Belo Horizonte. O evento deve reunir cerca de 11 mil participantes, mais de 2 mil startups, 80 expositores e 400 palestrantes.
Com o tema “O Futuro é Agora”, a programação inclui sete palcos simultâneos, rodadas de negócios, encontros com investidores e mais de 100 horas de conteúdo voltadas para áreas como tecnologia, indústria, saúde, mineração, cibersegurança e empreendedorismo.
A expectativa da organização é movimentar aproximadamente R$ 100 milhões em negócios a partir das conexões realizadas durante o encontro.
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