MERCADO DE TRABALHO

Mulheres ainda são minoria nas profissões do futuro em Minas, aponta estudo

Dados revelam desigualdade de gênero nas áreas de tecnologia e inovação, com participação feminina ainda muito abaixo dos homens

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 07/03/2026 às 08:00.Atualizado em 07/03/2026 às 09:58.
 (Photoroyalty/Divulgação)
(Photoroyalty/Divulgação)

Em Minas Gerais, as mulheres representam só 0,4% das ocupações nas chamadas “profissões do futuro”, como inteligência artificial, Big Data e desenvolvimento de software, contra 1,5% de homens. A disparidade é grande e evidencia a sub-representação feminina em setores-chave para o desenvolvimento da economia. O estudo foi realizado pela Gerência de Economia da Fiemg.

"É essencial que as políticas públicas e privadas para a qualificação da mão de obra no Brasil e em Minas Gerais incluam estratégias para aumentar a presença feminina nas áreas de tecnologia, ciência e inovação",  afirma Juliana Gagliardi, coordenadora da área responsável pelo levantamento. 

"Programas de capacitação em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, e ações de requalificação profissional são fundamentais para reduzir essa desigualdade e preparar a próxima geração para os desafios do futuro", pontua.

 

Concentração em ocupações com maior risco de declínio

O estudo revelou também que, enquanto as mulheres estão sub-representadas nas profissões mais promissoras, elas estão mais concentradas nas ocupações com maior risco de automação e declínio. Em Minas Gerais, 16,6% das mulheres ocupadas no setor formal estão em funções com alto risco de retração, como atendentes de serviços postais, caixas bancários e operadores de caixa, enquanto apenas 5,6% dos homens ocupam essas mesmas funções. Essas atividades, com alta chance de desaparecer até 2030, representam um risco ainda maior para as mulheres no mercado de trabalho.

Os dados ressaltam a necessidade urgente de promover ações que garantam às mulheres as ferramentas necessárias para enfrentar as transformações do mercado. Por um lado, elas estão sub-representadas nas áreas com mais potencial de crescimento, e por outro, estão concentradas nas funções mais vulneráveis à automação.

O levantamento também mostra a predominância masculina nas ocupações mais inovadoras, como computação e programação. Para Minas Gerais, setores como tecnologia e inovação precisam de mais mulheres para impulsionar as transformações digitais que estão por vir. 

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