Nem promoção de roupas de frio anima consumidor em BH

Bruno Porto - Hoje em Dia
Publicado em 30/06/2015 às 06:27.Atualizado em 17/11/2021 às 00:41.
 (Flavio Tavares)
(Flavio Tavares)

O inverno chegou há 10 dias e, na última sexta-feira, foi registrada a temperatura mais baixa do ano em Belo Horizonte. Porém, os artigos típicos da estação como agasalhos e cobertores ainda não saíram das vitrines, mesmo com promoções antecipadas. As lojas permanecem vazias e a expectativa é a de que o frio aqueça as vendas a partir do julho, embora não se veja no comércio nenhuma euforia.

“Com otimismo, a previsão é de igualar as vendas de julho do ano passado”, diz Miriam Silva, gerente da Fuso, loja de vestuário no Barro Preto, vazia nessa segunda (29) no período do almoço, apontado como o horário de maior movimento. Segundo ela, clientes que compravam no atacado para revender diminuíram as compras de R$ 4 mil para R$ 500. “No varejo, vendas de R$ 100 são parceladas em seis vezes”, afirmou.

Cristiana Moura, proprietária da loja Rei das Toalhas colocou os edredons e cobertores em destaque no estabelecimento, pendurou placas de promoção, mas percebeu pouco aumento nas vendas. Uma das linhas de edredons teve elevação nas vendas, mas ela admite não estar esperançosa. “Pode melhorar depois do quinto dia útil de julho, mas essa crise parece que pegou todo mundo”, afirmou.

Há 15 anos no Barro Preto, a Mega Croiff, de moda unissex, antecipou promoções de inverno na tentativa de aumentar o movimento. “A queda de temperatura traz o cliente, mas neste ano foi em quantidade muito menor. As poucas vendas ainda são em várias parcelas. Existe muito medo de gastar com essa crise aí”, disse a gerente da loja, Maria das Graças de Paula.

O diretor do Conselho da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) do Barro Preto, Fausto Izac, diz que a chegada de um inverno bem definido vai ajudar a trazer um alento ao comércio, impactado pela crise econômica. “Não esperamos lojas cheias, mas que o frio rigoroso ajude a melhor um pouco a situação, que não é boa”, disse.

Na Trussardi, especializada em enxovais de luxo no bairro Lourdes, os negócios também estão fracos. “O cliente classe média sumiu, e até os mais ricos estão mais seletivos nas despesas. Esperamos que em julho, com promoções, a loja volte a vender mais”, disse a supervisora de vendas, Margiany Camilo de Oliveira. Na Trussardi, um jogo de lençol custa a partir de R$ 800. Na promoção sairá por R$ 600.

Em BH, a mínima da última sexta-feira foi de 10,4° e, até domingo, deve cair a 10°
 

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