
A concorrência no mercado de telefonia celular de terceira geração deve se tornar ainda mais acirrada com a entrada de um quinto player. A partir de junho, a Nextel tem a obrigação de comercializar serviços 3G em 50% da área urbana de 50% das capitais e dos municípios com mais de 500 mil habitantes, além do Distrito Federal. A ação marca a entrada de mais um empresa no setor, hoje dominado por Vivo, TIM, Claro e Oi.
“Para uma operadora conseguir cliente hoje, ela tem que roubar da concorrente. O mercado é muito acirrado”, afirma o sócio da Orion Consultoria e ex-ministro das Comunicações, Juarez Quadros. Em dezembro de 2010, a Nextel comprou lotes da banda H de radiofrequência. Ou seja, o direito de operar na frequência 3G.
Atualmente, a empresa atravessa um momento conturbado. Sérgio Chaia, que presidia a Nextel, foi demitido no ano passado.
A má estratégia na implantação da rede 3G, que demandou investimentos de aproximadamente R$ 2,5 bilhões, seria um dos motivos do afastamento. Por meio de sua assessoria de imprensa, no entanto, a empresa afirma que o cronograma está em dia.
Na avaliação do presidente da Teleco Consultoria, Eduardo Tude, a Nextel tem capacidade para iniciar o plano comercial a tempo.
“A empresa optou por entrar em funcionamento com uma rede ampla. Acredito que a Nextel entrará em funcionamento dentro do prazo”, afirma. Hoje, a companhia atua na frequência 3G em 13 cidades de São Paulo.
A expectativa dos especialistas é de que a Nextel utilize a base atual de clientes para entrar na briga por uma fatia do mercado.
Hoje, o carro-chefe da empresa é o sistema de trunking, também conhecido como rádio. “A concorrência vai aumentar com a entrada da Nextel no 3G. A previsão é de redução nos preços dos planos e melhoria do serviço prestado”, diz Tude.