
O setor de comércio e serviços da capital mineira recebeu com preocupação a decisão do Conselho de Política Monetária do Banco Central (Copom) de manter a taxa básica de juros em 15% ao ano. Na perspectiva da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), a preservação da Selic no patamar atual faz perdurar os desafios para o varejo brasileiro, especialmente para as pequenas e médias empresas.
“A manutenção limita a reposição de estoques, a expansão das operações e novos investimentos no varejo", avalia o presidente da instituição, Marcelo de Souza e Silva. "Bens duráveis e semiduráveis também sofrem, já que o parcelamento fica mais caro para o consumidor. Além disso, a inadimplência das famílias segue elevada, reduzindo a oferta de crédito e pressionando o fluxo de caixa das empresas”, completa.
Com as projeções de mercado apontando para a Selic em 12,25%, ao final de 2026, o dirigente destaca que o alívio esperado com a redução dos juros é fundamental para o setor de comércio e serviços crescer. “Este ciclo de cortes reduziria gradualmente as taxas de juros para pessoa jurídica e física, liberando capital para investimentos em ampliação de lojas, reposição de estoques e melhoria da liquidez comercial. A diminuição do custo de capital é condição essencial para que o varejo cresça”, conclui.
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