
Capitalizada em R$ 14 bilhões após aumento de capital, fruto da fusão com a Portugal Telecom, a Oi está se reestruturando internamente e vai iniciar uma campanha comercial agressiva com vistas a atingir uma participação de 25% no mercado nacional. A estratégia passa, principalmente, por melhorias na Oi TV para potencializar a venda de combos, com telefonia fixa, internet e tv paga.
Vamos mudar nossa cultura interna para deixar de vender monoprodutos e comercializar multiprodutos. Nossa participação natural de mercado deveria ser de 25%. Esse é o objetivo estratégico”, disse o presidente da companhia, Zeinal Bava, que este ontem em Belo Horizonte. Hoje, a participação de mercado da companhia é de 18,5% no Brasil. Em Minas, chega a 24%.
No primeiro trimestre de 2014 a operadora contabilizou um lucro de R$ 227,5 milhões líquidos, uma redução de 13,4% sobre igual trimestre do ano anterior. Bava considera a queda um reflexo da reestruturação da companhia e disse que os resultados positivos virão no longo prazo.
“A cobrança do mercado deve ser em cima da capacidade da Oi de manter o controle de custos e dos investimentos, de (estabelecer) sinergias com a fusão com a Portugal Telecom, das vendas de ativos e de fazer a coisa certa com o negócio pensando no médio e longo prazo. Nesse sentido, essa aposta na Oi TV, para nós, é fazer a coisa certa”, afirmou.
Sobre os ganhos de sinergia com a Portugal Telecom, estimados em R$ 5,5 bilhões, Bava preferiu ser conservador. “Sabemos que podemos ter ganhos maiores, mas preferimos manter esse dado e surpreender o mercado do que prometer e criar expectativas”, disse.
Na sexta-feira (23), a Oi assinou acordo com a TV Globo para aumentar de 13 para 43 os canais da emissora trasmitidos pela operadora. A cobertura da Oi TV abrange três mil municípios, sendo que em 2 mil deles a OI TV é a única que disponibiliza o sinal da Rede Globo via satélite.