
Todo momento de crise é assim. Em épocas de guerra, fortes turbulências, incertezas econômicas ou quebradeira de bancos, o ouro costuma brilhar aos olhos dos investidores. No quadro atual de incertezas – composto por recessão em países da Europa, alerta nos Estados Unidos, desaceleração da economia chinesa e brasileira, queda de juros – a história não é diferente.
Os abalos financeiros têm ocasionado a valorização do metal, principalmente nos últimos meses. No Brasil, considerando o início do ano até setembro, a alta no ouro negociado na BM&F atingiu 19%, chegando no último dia 14 a R$ 115, o grama.
“Ouro é top quando o ambiente é de insegurança, como ocorre agora. Já em épocas de calmaria, não apresenta bom desempenho. E seu principal problema está na alta volatilidade”, explica o gestor de investimentos da corretora Picchioni, Paulo Amantéa.
Para poucos
Por isso, é um investimento para poucos. Segundo Amantéa, a aplicação em ouro é indicada para o investidor individual apenas se ele tiver sensibilidade para compreender os movimentos de alta e baixa do mercado. Se o humor da economia piora, seu valor sobe. Se melhora, pode despencar.
“O pequeno investidor tem que ter conhecimento do mercado para entrar quando está barato e se aproveitar de momento de crise para vender. Tem que entender que a subida do ouro não é uma trajetória constante”, emenda o professor da PUC-MinasPedro Paulo Pettersen. Os analistas não arriscam dizer se o ouro seguirá a trajetória de alta. A cotação do metal dependerá dos rumos da economia no Brasil e principalmente no mundo.
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