
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) encerrou os trabalhos técnicos referentes à proposta de criação do Parque Nacional da Serra do Gandarela e aguarda uma “brecha política” para encaminhar o projeto ao Ministério do Meio Ambiente. A direção do órgão e representantes do governo federal fazem os últimos ajustes no projeto, que deverá chegar ao Palácio do Planalto ainda neste ano.
Como o Hoje em Dia mostrou na edição de domingo (9), os licenciamentos ambientais foram retomados no entorno do futuro parque, mesmo que o governo federal ainda possa determinar alterações na área. “O que deveria ser feito, do ponto de vista técnico, já foi realizado. O Ministério do Meio Ambiente conhece a proposta e poderá exigir alterações. O processo agora é político e não mais técnico”, disse o coordenador-geral da Coordenadoria do ICMBio em Lagoa Santa, Mário Douglas Fortini de Oliveira.
A Vale, que pretende aportar R$ 4 bilhões no projeto de mineração Apolo, terá seu plano frustrado caso não haja uma reviravolta. Isso ocorre porque a empresa não entrou em acordo com os órgãos ambientais a respeito do tamanho da área requisitada para a amina de ferro.
Foi oferecida à Vale uma área de 1.700 hectares para a implantação da mina Apolo. A companhia, porém, pleiteia uma área de 5.300 hectares para futuras ampliações. A mineradora também pede outras duas áreas, onde estão as minas Baú e Capanema, que somam 1.583 hectares. Tamanho apetite impediu um acordo com os órgãos técnicos.
No campo político, ainda não se sabe o que será decidido. Essas informações são do relatório do Grupo de Trabalho que tentou conciliar os interesses das mineradoras com os do Parque Nacional. A reportagem teve acesso ao documento que sintetiza as discussões realizadas.
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