Pastore critica limite a taxa de retorno em concessões

Raquel Landim
Publicado em 21/10/2012 às 10:45.Atualizado em 21/11/2021 às 17:24.

Um dos economistas mais respeitados do País, Affonso Celso Pastore tem coragem de dizer em público o que muitos comentam reservadamente. "Este governo, no fundo, não pode ver o setor privado ganhar (dinheiro)", disse. "Ideologicamente, lembra muito o Brizola", referindo-se a Leonel Brizola, fundador do PDT e uma liderança de esquerda, morto em 2004, considerado herdeiro político de Getúlio Vargas.

Na sua opinião, ao limitar a taxa de retorno das empresas nas concessões de projetos de infraestrutura, a administração da presidente Dilma Rousseff atrai apenas "empresários de segunda categoria" e prejudica a conclusão dos projetos. Ele atribui o crescimento de 1,6% previsto para a economia este ano à falta de investimentos.

Para Pastore, que comandou o Banco Central entre setembro de 1983 e março de 1985, no último governo militar, o tripé econômico hoje "só tem duas pernas", que são a meta de inflação e o superávit primário, porque o câmbio deixou de ser flutuante e se tornou fixo.

"Não é impossível manter a inflação em 5,5% a 6% com câmbio fixo, mas tem de ter controle de capitais, o que encarece os custos de financiamento das empresas", diz o ex-presidente do Banco Central. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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