ECONOMIA

Planejamento financeiro para 2026: ainda dá tempo? Claro! Veja dicas

Primeiro passo é parar, respirar fundo e fazer uma autoavaliação

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 11/01/2026 às 14:38.

O ano já começou, mas muita gente ainda faz planos para mudar de vida. Seja para ter uma vida mais saudável ou reorganizar a situação financeira em 2026. Nesse caso, a gestão dos ganhos e gastos pode ser um pilar para o alcance das demais metas, pois vai ajudar a destinar parte dos recursos para o bem-estar. 

De acordo com Marcela Torres, líder da XP em Minas, as últimas semanas foram marcadas por uma avalanche de gastos extras, como os presentes de Natal, a ceia e as viagens de fim de ano. Agora, neste mês, outras contas já começam a pipocar, como IPTU e material escolas e matrícula da escolas. E em fevereiro, ainda tem o IPVA.

“Muita gente chega em janeiro já com o orçamento comprometido e acaba adiando sonhos por meses”, alerta Marcela. “O segredo é planejar com antecedência: separar o que é essencial, antecipar as contas fixas de início de ano e proteger o dinheiro dos objetivos maiores. Quando a gente organiza antes, o ano novo realmente começa com energia para conquistas, e não correndo atrás de boletos”, completa.

É preciso fazer uma autoavaliação

Para quem já está correndo contra o tempo, a especialista indica que o primeiro passo é parar, respirar fundo e fazer uma autoavaliação honesta da vida financeira.

“Abra o aplicativo do banco, pegue uma planilha ou até um caderno velho e liste tudo: quanto entra, quanto sai e para onde está indo cada real. Projete os próximos três meses. Só assim você enxerga o cenário real e consegue tomar decisões assertivas”, explica Marcela Torres.

Ela reforça: “pagar dívida é ótimo, mas se o pensamento continuar sendo ‘depois eu vejo’, em fevereiro você já vai dever de novo. O começo do ano é simbólico exatamente por isso: é o momento perfeito para fazer diferente, para quebrar ciclos viciosos”, afirma.

Dicas práticas para manter o orçamento no azul 

Identificar
O primeiro passo é saber exatamente para onde está indo o seu dinheiro. Liste todas as receitas e despesas dos últimos 30 ou 60 dias — nem que seja em um caderno ou planilha simples. Separe em três grupos: essenciais (moradia, comida, transporte), supérfluos (delivery, assinatura, cafezinho) e investimentos. “Muita gente se assusta quando vê que os ‘pequenos gastos invisíveis’ somam R$ 400, R$ 600 por mês”, alerta Marcela.

Planejar
Adote um modelo simples, como o 70/30:

  • 70% para viver o presente (contas + lazer consciente)
  • 30% para o futuro (reserva de emergência + sonhos)

Controlar
Plano na gaveta não adianta. Controle diário evita compras por impulso e mantém o orçamento nos trilhos. “Consumo consciente é educação financeira na prática: ajuste o estilo de vida ao que você realmente pode pagar”, reforça a líder da XP.

Investir
Com as contas no lugar, direcione o dinheiro que sobra para objetivos reais:

  • Curto prazo (até 1 ano): Tesouro Selic ou CDB com liquidez diária;
  • Médio prazo (2–5 anos): CDBs pós-fixados ou fundos multimercado;
  • Longo prazo: previdência privada (PGBL/VGBL) ou ações/ETFs

Avaliação constante
Revise o orçamento todo mês (ou a cada 3 meses). A vida muda, o plano acompanha.

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