
A mesa de quem vive em Belo Horizonte está um pouco mais salgada em julho, pelo menos no que se refere aos preços dos legumes, que sofreram aumento de 11% na comparação com o mês de junho. Esse grupo não foi o único a ter alta: o valor das frutas e outros produtos também teve variação.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na última semana, a mudança é resultado da elevação de quase 132% no valor do tomate comum, que teve a produção reduzida por causa das chuvas dos últimos meses.
O preço médio dos produtos de sacolão aumentou 4,32% no período. No grupo das frutas, houve um acréscimo de 0,95%. Já as verduras sofreram redução de 1,87%.
Segundo o levantamento, dos 55 produtos pesquisados, 28 tiveram alta. Entre os vegetais, os que mais sofreram variação foram o tomate (131,99%), a cenoura (22,24%), a vagem (20,39%), o alho com casca (18,43%) e o repolho (13,33%).
Entre as frutas, as maiores elevações foram da pera argentina (12,49%), do mamão formosa (7,36%) e da maçã argentina (6,09%).
Por outro lado, 27 produtos apresentaram redução, com destaque para a batata (21,02%), a banana caturra (15,20%) e a laranja bahia (13,84%).
Ainda segundo informações do Procon, também foi constatado que a região Nordeste da capital mineira teve as maiores variações no preço de todos os produtos.
Carnes têm redução
Outra pesquisa do órgão revela que as carnes tiveram redução de 0,37% no preço médio, entre junho e julho. Em 30 açougues de Belo Horizonte, dos 35 produtos pesquisados, 21 sofreram alterações.
Nos produtos derivados de porco, destacam o pernil dianteiro (6,26%), seguido pelo lombinho (4,94%). Já entre as carnes bovinas, o músculo dianteiro teve queda de 2,01% e o contrafilé de 1,74%. As aves tiveram pouca redução nos preços.
O consumidor também precisa ficar atento em relação ao local da compra. O levantamento mostrou que há grandes variações entre os açougues. O preço do chã de fora, por exemplo, apresentou oscilação de 110,11%, com valores de R$20,99, na região Centro-Sul, e R$9,99, na região Norte da capital.
*Com informações da ALMG