Preço médio do gás de cozinha tem leve queda, mas variação chega a 70% na Grande BH
Botijão de 13 kg entregue custa de R$ 115 a R$ 150; mesmo com recuo desde abril, valor médio continua 3,46% acima do registrado em janeiro

O preço médio do gás de cozinha apresentou uma pequena redução nos últimos três meses na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas o consumidor ainda pode pagar até 70% a mais pelo mesmo produto, dependendo do estabelecimento e da modalidade de compra, conforme levantamento do site Mercado Mineiro divulgado nesta segunda-feira (3).
De acordo com a pesquisa, que consultou 91 revendas nos dias 28 e 29 de julho, na modalidade mais utilizada pelas famílias, o botijão de 13 quilos entregue em casa, foi encontrado por valores entre R$ 115 e R$ 150. A diferença entre o menor e o maior preço chega a R$ 35, uma variação de 30,43%. O preço médio desse botijão passou de R$ 129,37, em abril, para R$ 128,63 em julho. A redução foi de 0,58%, equivalente a R$ 0,74 por unidade.
Apesar da queda no trimestre, o produto continua mais caro do que no início do ano. Em janeiro, o botijão entregue custava, em média, R$ 124,32. Desde então, a alta acumulada chega a 3,46%.
Retirada na revenda pode gerar economia
Buscar o botijão diretamente na revenda pode representar uma economia média de R$ 14,68. Enquanto o produto entregue custa, em média, R$ 128,63, o valor cai para R$ 113,95 quando o consumidor faz a retirada na portaria, representando uma redução aproximada de 11,4%.
Ainda assim, é necessário pesquisar. O botijão de 13 quilos retirado no estabelecimento foi encontrado por preços entre R$ 100 e R$ 145, uma variação de 45%.
Nessa modalidade, o valor médio caiu R$ 0,98 desde abril, quando estava em R$ 114,93. No acumulado do ano, porém, houve aumento de 3,91%, já que a média registrada em janeiro era de R$ 109,67. Essa foi a maior alta entre os cinco produtos e modalidades analisados.
Cilindro varia até R$ 280
A maior diferença da pesquisa foi identificada no cilindro de 45 quilos retirado na portaria, utilizado principalmente por condomínios, estabelecimentos comerciais e consumidores que demandam maior volume. O mesmo produto pode custar de R$ 400 a R$ 680, dependendo da revenda. A diferença de R$ 280 representa uma variação de 70%.
O preço médio do cilindro retirado caiu de R$ 456, em abril, para R$ 452,79 em julho. O recuo foi de 0,70%, ou R$ 3,21. Na comparação com janeiro, no entanto, ainda há alta acumulada de 1,04%.
Já o cilindro entregue foi encontrado por valores entre R$ 420 e R$ 680, uma variação de 61,90%. A média ficou em R$ 480,59, após uma redução de R$ 2,55 no trimestre. Mesmo assim, o preço permanece 1,92% acima do registrado no começo do ano.
O botijão vazio de 13 quilos, comprado por quem precisa adquirir o vasilhame, custou entre R$ 190 e R$ 230. A diferença entre as revendas foi de 21,05%. O preço médio permaneceu em R$ 202,27 entre abril e julho. Em relação a janeiro, quando a média era de R$ 201,59, houve uma pequena alta de 0,34%.
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