Presidente eleito da Fiemg defende crédito e busca de novos mercados para enfrentar tarifaço dos EUA
Guilherme Abrantes afirmou que empresas mineiras precisarão de apoio para enfrentar os impactos da medida e defendeu diversificação das exportações

Guilherme Abrantes, novo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), afirmou nesta terça-feira (21), em BH, que o tarifaço imposto pelos Estados Unidos representa mais um desafio para a indústria mineira. O empresário defendeu uma atuação conjunta entre governos e o setor produtivo para reduzir os impactos da medida por meio da ampliação de linhas de crédito, incentivo à inovação e abertura de novos mercados.
Abrantes foi eleito na segunda-feira (20) para comandar a Fiemg no mandato 2027-2030, assumindo o cargo em 1º de janeiro do próximo ano. Segundo ele, embora os EUA sejam um parceiro estratégico para o comércio exterior do país, o cenário exige a expansão de alternativas comerciais.
“Existe uma comunicação muito forte, não só das entidades, mas do governo estadual e federal, para que haja mudanças. Mas, junto disso, eu espero que o Estado atenda essas empresas que vão sofrer com esse tarifário, com ajudas de crédito, possibilidades de inovação e, lógico, com a abertura de novos mercados”, declarou.
O dirigente ressaltou a necessidade de investimentos em modernização para assegurar a competitividade do setor no estado. “A indústria tem de se modernizar. Para tanto, nós precisamos de crédito. Temos que brigar por crédito e criar condições para que a indústria consiga inovar. Indústria forte significa mercado crescente”, pontuou.
Competitividade e posicionamento institucional
Para Abrantes, o foco central de sua gestão será o fortalecimento contínuo do parque industrial mineiro. “O desafio é ter uma indústria forte e que continue crescendo. É uma briga constante contra a parte tributária, jurídica, energia e outras dificuldades. Tendo uma indústria forte, nós teremos crescimento para Minas Gerais e para o Brasil”, afirmou.
O empresário reiterou a defesa pela desburocratização dos processos para destravar investimentos e estimular a geração de empregos. Questionado sobre o cenário eleitoral de 2026, Abrantes garantiu que a Fiemg manterá sua postura apartidária e aberta ao diálogo com todas as candidaturas. “A Fiemg vai conversar com todos e buscar o que for melhor para a indústria. Não tem de ser lado A, lado B ou lado C.”
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