Produção industrial cresce 3,3% puxada pelo setor automotivo em Minas Gerais

Bruno Porto - Do Hoje em Dia
Publicado em 10/10/2012 às 06:37.Atualizado em 22/11/2021 às 01:58.
 (Marcelo Prates - 16/11/2007)
(Marcelo Prates - 16/11/2007)

A produção industrial voltou a crescer em Minas Gerais em agosto, apoiada em setores tradicionais como o extrativo e o automotivo, que interromperam um movimento de queda apurado nos meses anteriores. A alta frente a julho foi de 3,3% e de 4% quando comparada com agosto de 2011. O desempenho acumulado de julho e agosto (2,5%) pode fazer Minas registrar o primeiro resultado trimestral positivo do ano, no terceiro trimestre.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apurou alta de 1,2% em agosto contra julho e retração de 2% na comparação de agosto contra agosto de 2011.

Embora a pesquisa não calcule nos estados a variação percentual por setores de atividade na comparação de um mês ante o imediatamente anterior, o economista da coordenadoria de indústria do IBGE, Rodrigo Lobo, afirmou que a colaboração para a alta no mês de agosto é oriunda principalmente do segmento automotivo. “Principalmente dos automóveis, como também ocorreu no Brasil”, afirmou.

A venda de automóveis no país disparou em agosto. Foram 325.784 veículos comercializados, 45.530 a mais que em julho, conforme dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Na indústria extrativa, apesar de um crescimento percentual de apenas 1,88%, o resultado é o melhor desde fevereiro (2,6%). A pesquisa indica que mesmo com redução no preço do minério de ferro no mercado internacional, as mineradoras estão mantendo a produção.

Outros setores da economia mineira, com menor peso sobre o resultado final da pesquisa, apresentaram expansão da produção na comparação de agosto em relação ao mesmo mês de 2011. O segmento de “outros produtos químicos” apresentou crescimento superior a 50% em virtude da alta do setor de inseticidas agrícolas. Em refino de petróleo e álcool foi apurada expansão de 12,1%, mas sobre uma base de comparação fraca. “Em agosto de 2011, houve paralisação da produção e foi contabilizada queda de 21,1%”, disse Lobo.

Por outro lado, o segmento de máquinas e equipamentos enfrentou uma redução de 16,5% na produção física. Além do próprio recuo da atividade industrial no país nos últimos meses, as importações ganharam fatia significativa do mercado, que antes era do produto nacional.
 
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