
Seis meses após o início das obras, o novo Parque Industrial de Betim (PIB), na Região Metropolitana de Belo Horizonte, começa a tomar forma e se prepara para inaugurar a primeira indústria no terreno de seis milhões de metros quadrados. O galpão da Toshiba Infraestrutura América do Sul Ltda., uma das primeiras a confirmar implantação no local, já está em fase de acabamento, com 60% das máquinas instaladas. A inauguração está prevista para abril.
A unidade será a segunda da empresa em Minas Gerais e vai complementar a produção da fábrica de Contagem, também na Região Metropolitana.
De acordo com o vice-presidente da Toshiba, Robson Alves, a escolha da localização foi pautada nas condições de infraestrutura e logística que o espaço e o município, de maneira geral, oferecem. “Na filial, serão fabricados transformadores de potência de grande porte. Estimamos que cerca de 300 empregos diretos sejam gerados”, afirma Alves.
Segundo o diretor, o empreendimento demandará, ao todo, investimentos de R$ 140 milhões.
A Companhia de Tecidos do Norte de Minas (Coteminas) é outro nome confirmado para o PIB. A empresa vai instalar um centro de distribuição no município.
De acordo com a LOG Commercial Properties, braço logístico da construtora MRV, responsável pela implantação do PIB, o galpão da Coteminas terá 150 mil metros quadrados e será vizinho ao da Toshiba. Ninguém foi encontrado na Coteminas para comentar o assunto.
Etapas
Conforme o diretor-executivo de Operações da LOG, Sérgio Fischer, o empreendimento terá duas etapas. Na primeira, prevista para ser concluída neste ano, estão sendo investidos R$ 200 milhões em obras de infraestrutura e loteamento.
“Na segunda etapa, serão construídos condomínios logísticos com aportes de R$ 300 milhões. A conclusão total ainda não pode ser estimada”, diz Fischer.
O projeto ainda prevê a conservação de cerca de 30% da mata nativa, alameda arborizada e ciclovia. Segundo o diretor-executivo, o parque industrial representará um avanço expressivo para Betim, considerada um centro industrial e logístico do Estado. “Vamos oferecer infraestrutura de ponta para as empresas e, uma vez concluído, o PIB terá potencial para gerar 65 mil empregos diretos”, diz.