Prorrogação de dívida dá fôlego a cafeicultores mineiros

Iêva Tatiana - Do Hoje em Dia
Publicado em 02/02/2013 às 10:34.Atualizado em 21/11/2021 às 21:40.
 (Luiz Costa - 14/06/2011)
(Luiz Costa - 14/06/2011)

Produtores de café e representantes do setor vão aproveitar a extensão do prazo para pagamento da primeira parcela do financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para reivindicar, junto aos ministérios da Fazenda e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, uma política de revisão dos preços de mercado.

De acordo com o presidente da Comissão Técnica de Cafeicultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Breno Mesquita, a expectativa é a de que o governo eleve a cotação do grão a um patamar capaz de cobrir os custos da produção.
 
“Precisamos de um programa no qual o produtor seja realmente remunerado pelo que ele faz”, afirma Mesquita.
 
Cotação em baixa
 
Na última quinta-feira, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o prazo adicional de 60 dias para os produtores quitarem a primeira parcela das operações de estocagem e de custeio do Funcafé com vencimentos entre 1º de dezembro de 2012 e 31 de março deste ano. 
 
A medida era uma reivindicação da Faemg para aliviar a pressão sobre os produtores e desobrigá-los de continuar vendendo o produto pelos preços atuais, já que houve queda na cotação, no final de janeiro.
 
Nos últimos cinco dias do mês, a saca de 60 quilos do café arábica recuou 0,8%, passando de R$ 338,89 para R$ 336,18. Já o Conillon caiu 1,21%, saindo de R$ 272,05 para R$ 268,75.
 
Contraponto
 
Para o superintendente comercial da Cooxupé, cooperativa de cafeicultores de Guaxupé, no Sul de Minas Gerais, Lúcio Dias, embora a prorrogação seja uma medida razoável, não terá grande força. “Isso porque o volume financiado não é substancial”, afirma Dias.
 
Segundo o superintendente, embora a desvalorização do café esteja afetando os produtores, a expectativa é a de que a situação melhore nos próximos 60 dias. “Sabemos que no mercado de commodities as coisas são assim mesmo. Estamos acostumados”, diz. 
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