Razões para o otimismo: a economia brasileira está progedindo

Do Hoje em Dia
Publicado em 01/09/2012 às 07:34.Atualizado em 22/11/2021 às 00:56.

O Produto Interno Bruto (PIB) divulgado nesta sexta-feira (31) pelo IBGE confirma que a economia brasileira está progredindo, embora em ritmo insuficiente para as necessidades de criação de emprego, principalmente para os jovens que tentam ingressar no mercado de trabalho. O crescimento de 0,4% no segundo trimestre, em comparação com o primeiro, mostra uma reação à redução dos juros e dos impostos para algumas áreas. Quando comparado com o segundo trimestre de 2011, o crescimento foi de 0,5%.

Não há, portanto, razões para pessimismo, tendo em vista a situação mundial. O Brasil está em posição mais favorável do que alguns países desenvolvidos, como a França, cuja economia está estagnada há três semestres e pode entrar agora em recessão. Nos 17 países da zona do euro, 11,3% da população economicamente ativa, ou 18 milhões de pessoas, estavam desempregadas em julho, enquanto a taxa de desemprego no Brasil é uma das mais baixas da história. No entanto, é preciso reconhecer que o país está crescendo menos que o México (PIB em alta de 0,9%) e que o Chile (1,6%), por exemplo.

Além disso, o setor industrial brasileiro ainda preocupa. Seu PIB caiu 2, 5% no segundo trimestre, comparado com o primeiro, apesar de as montadoras de veículos estarem vendendo mais, depois da redução do IPI. O que segurou o índice foram Agricultura, com alta de 4,9% no PIB, e Serviços, com 0,7%. A população continua dando mostras de confiança, tanto que o consumo das famílias cresceu 0,6% de abril a julho, o que demonstra que o brasileiro está confiante. Outro dado positivo é o aumento, em 3,9%, das exportações de bens e serviços, contra 1,9% das importações.

A redução da taxa Selic para o nível mais baixo da história brasileira ainda não se reflete significativamente nos juros cobrados pelos bancos dos clientes. Isso não tem impedido a alta do consumo, mas desestimula os investimentos, cuja taxa caiu de 18,8% do PIB no segundo trimestre de 2011 para 17,9%. Ao mesmo tempo, a taxa de poupança baixou de 19% para 16,9%.

O Brasil precisa poupar mais, para alavancar investimentos. Ao mesmo tempo, é justo que a população compre bens de consumo para elevar seu ainda baixo nível de conforto. É um paradoxo que deveria ser enfrentado pelos formuladores da política econômica. Mas, por enquanto, em Minas, o que se vê são políticos e economistas empenhados em anunciar mais rodovias e viadutos, para destravar o trânsito. Estão a enxugar gelo.

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