
A partir desta quarta-feira (1º), o preço dos medicamentos fica mais caro no Brasil. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de Minas (Fiemg), em termos reais, o reajuste médio oficial (2,47%) fica abaixo da inflação, devido o desconto de produtividade das empresas e o peso dos custos, que foi fator zero.
Pela lei, o reajuste, que não é automático e nem uniforme, passa a valer a partir de primeiro de abril, ocorre uma vez por ano e leva em conta a inflação oficial (IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ajustada por fatores técnicos. Para este ano, o IPCA acumulado em 12 meses foi de 3,81%, segundo o IBGE. Sobre esse índice, é aplicado um fator de produtividade.
“Os fatores técnicos são produtividade, custos e concorrência no segmento da indústria farmacêutica", explica Ítalo Spinelli, analista de estudos econômicos da Federação da Fiemg.
Os aumentos máximos variam conforme o nível de concorrência dos produtos. Aqueles com muitos genéricos têm mais espaço para reajuste, enquanto medicamentos sem concorrência direta sofrem aumentos menores.
Os percentuais são tetos, não aumentos obrigatórios.Cada laboratório decide se aplica ou não o reajuste e em qual percentual, respeitando o preço máximo permitido. Em 2025, por exemplo, embora o teto fosse de 5,06%, poucos medicamentos chegaram a esse limite.
“Os tetos de aumento refletem o fator que avalia o nível de concorrência intersetorial. Quanto maior a concorrência do segmento do produto da indústria farmacêutica, maior é o teto de ajuste permitido. Então, nos mercados regulados, há uma restrição aos segmentos, emque existe uma forte concentração de mercado em poucas empresas”, salienta o economista da Fiemg.
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