
Compradores de redes de lojas de departamentos internacionais chegarão a Belo Horizonte na semana que vem em busca de produtos com design inovador para seus mercados. A prospecção será realizada por representantes de cadeias como a Sachs, dos Estados Unidos, Muji, do Japão, e El Palacio de Hierro, do México.
A iniciativa faz parte do Projeto Comprador, coordenado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e integra as atividades da IV Bienal Brasileira de Design.
“Vamos mostrar a eles um conjunto de exposições, produtos que eles podem adquirir para suas lojas. Se pelo menos um deles fizer um pedido de compra para sua loja, eu já ficarei muito satisfeito”, antecipa o coordenador da Unidade de Inovação e Design da Apex-Brasil, Marco Lobo.
Classe C
Para o coordenador, o design é um segmento promissor, marcado pela criatividade e pelo modernismo. Segundo ele, as principais mudanças começaram a surgir em função da ascensão da classe C como público consumidor. “Antes, esse público não tinha poder de compra porque não tinha dinheiro. Agora que tem dinheiro, ele é exigente. O consumidor brasileiro quer produtos que sejam do seu agrado”, analisa.
Por essa razão, empresas de pequeno, médio e grande portes investem cerca de R$ 2 bilhões em design atualmente. “Isso mostra a preocupação das marcas com o design. Para ajudar no processo, estamos criando mecanismos de apoio às empresas. No ano que vem, vamos desenvolver diversas ações para estimular o crescimento”, afirma Lobo.
O evento vai reunir peças artesanais e industriais de nomes consagrados do design, como Isabela Vecci, Germano Artuso, Flavia Faria e Francisco Terroba, Ulisses Neuenschwander e Máximo Soalheiro.