
Em dois anos, o Brasil deverá ocupar o quarto lugar no ranking do mercado mundial de smartphones – atualmente, o país está na décima colocação –, segundo a International Data Corporation, empresa de consultoria do mercado de tecnologia.
Esse cenário vem obrigando as empresas a mudar a maneira de se relacionarem com o consumidor. Hoje, a comunicação entre as duas partes ganhou agilidade com os aplicativos para tablets e celulares.
Recentemente, o Shopping Cidade lançou seu “App” para auxiliar clientes a localizar lojas, obter informações sobre a programação do cinema, localizar o veículo no estacionamento e até traçar uma rota dentro do centro de compras.
Pioneira, a proposta do shopping é aumentar a interatividade com os clientes e facilitar o passeio dos turistas esperados na cidade durante a Copa do Mundo.
Variações
Seguindo a tendência de virtualizar serviços e produtos, a mineira SS Telemática, de Contagem, na região metropolitana, vem trabalhando no desenvolvimento de um aplicativo voltado para o Departamento Pessoal (DP) de transportadoras.
A função dele é controlar a jornada dos motoristas, que precisam estar em conformidade com a Lei 12.619/2012, na qual está previsto intervalo mínimo de uma hora para refeição, diariamente, e repouso de onze horas a cada 24 horas trabalhadas.
"Ainda é normal esse controle ser feito em papel e prancheta. No final do mês, o motorista entrega isso para o DP, que precisa transferir para um sistema para gerar a folha de ponto. Aí, há risco de erros, tanto para menos quanto para mais. Isso pode gerar insatisfação para o funcionário e prejuízo para a empresa”, diz o empresário Alexandre Amaral.
Demanda
Já a especificacoes.com, consultoria criada por um grupo de mineiros e sediada em São Paulo, aproveitou o boom de aplicativos móveis para especializar-se no Gerenciamento do Ciclo de Vida de Aplicações. A função da empresa é atender aos empreendimentos que desejam lançar ou que já possuem atendimento via “App”, monitorando e prevenindo problemas e aprimorando o desempenho do serviço.
“Quando uma empresa investe em melhoria do ciclo de vida dos aplicativos há economia de dinheiro e abertura de novas oportunidades”, diz o diretor da empresa, Márcio Sete.