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Stella, Bud e Original: veja quais cervejas ficaram mais caras entre as Copas de 2022 e 2026 em BH

Levantamento em bares e restaurantes da Região Metropolitana mostra aumento de até 60% no valor de marcas populares

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 25/05/2026 às 11:12.Atualizado em 25/05/2026 às 12:24.

Tomar uma “cervejinha” durante a Copa do Mundo de 2026 vai pesar mais no bolso do torcedor em Belo Horizonte e região. Um levantamento divulgado pelo Mercado Mineiro nesta segunda-feira (25) mostra que algumas das principais marcas consumidas pelos clientes ficaram até 60% mais caras em comparação com os preços praticados durante o mundial de 2022.

A pesquisa considera os valores cobrados pelos estabelecimentos entrevistados e não os preços oficiais das marcas. O levantamento foi realizado entre os dias 18 e 22 de maio em 73 bares da Grande BH. 

Entre as cervejas analisadas, a maior alta foi registrada pela Stella Artois Long Neck. Em 2022, a bebida era encontrada, em média, por R$ 7,91. Agora, aparece por R$ 12,65, um aumento de 59,95%.

Na sequência, aparece a Budweiser Long Neck, que passou de R$ 8,67 para R$ 11,38, alta de 31,26%. Já a Original 600 ml saiu de R$ 12,45 para R$ 15,80, aumento de 26,91%.

Outras marcas também tiveram reajustes acima de 20% no período. A Brahma 600 ml subiu de R$ 10,27 para R$ 12,95, enquanto a Stella Artois 600 ml passou de R$ 13,93 para R$ 17,32. A Heineken 600 ml foi de R$ 15,76 para R$ 19. 

Entre as cervejas tradicionais, a Bohemia 600 ml teve aumento de 20,81%, passando de R$ 11,29 para R$ 13,64. Já a Brahma Duplo Malte subiu 21,11% (de R$ 11,04 para R$ 13,37) no comparativo entre as duas Copas.

Segundo a pesquisa, o consumidor passou a gastar significativamente mais para consumir nos bares em relação à última copa do mundo. A pesquisa destaca que a inflação acumulada no Brasil (medida pelo IPCA) entre dezembro de 2022 e abril de 2026 totaliza aproximadamente 18%. 

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) informou que o preço da cerveja em BH acompanha a inflação média e não deve sofrer forte impacto com a Copa do Mundo de 2026. Segundo a Abrasel, a variação média dos preços ficou pouco acima do índice médio da inflação geral no período. 

Entre as cervejas analisadas, a maior alta foi registrada na Stella Artois Long Neck (Reprodução/ Mercado Mineiro)

Porções e bebidas também tiveram forte variação

Além das cervejas, a pesquisa identificou diferenças expressivas nos preços de porções, drinks e bebidas não alcoólicas nos bares da Grande BH. A mandioca frita apresentou a maior variação de toda a pesquisa. A porção pode custar de R$ 18,90 até R$ 79, uma diferença de 317,99%. 

Já a porção de contra filé varia entre R$ 49,90 e R$ 200. Companheira fiel dos amantes da cerveja, a picanha é encontrada de R$ 93,50 a R$ 290 e registrou o maior aumento médio no último ano, com alta de 10,35%.

Entre as bebidas, o suco de laranja chamou atenção pela diferença de preços. O copo pode ser encontrado entre R$ 6 e R$ 20 nos estabelecimentos pesquisados. A caipirinha também apresentou grande oscilação, custando de R$ 10,90 a R$ 31,50.

A pesquisa atribui as variações a fatores como localização, estrutura e perfil dos estabelecimentos. Os valores informados não incluem a cobrança de 10% sobre o atendimento.

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