Supremo Carnes, de Ibirité, se prepara para exportar

Tatiana Moraes - Hoje em Dia
Publicado em 18/10/2015 às 09:49.Atualizado em 17/11/2021 às 02:06.
 (Frederico Haikal/Hoje em Dia)
(Frederico Haikal/Hoje em Dia)

A paixão do brasileiro pelo churrasco impulsionou os negócios da Supremo Carnes. A empresa, com abatedouros em Carlos Chagas, no Vale do Mucuri, e Contagem, e sede em Ibirité, onde as carnes são desossadas e embaladas, vai investir R$ 50 milhões na construção de uma nova filial de abate em São Joaquim de Bicas. A planta ficará pronta em, no máximo, dois anos. O objetivo é ampliar em 80% a produção de carnes e ganhar o mercado internacional.

Atualmente, a companhia abate mil animais por dia, que passarão para 1,8 mil. “Queremos ampliar a participação de mercado em todas as frentes em que atuamos e ganhar o mercado externo”, afirma o proprietário da empresa, Sandro Silva de Oliveira.

A empresa está em fase final de homologação para exportar para o Oriente Médio. A intenção é iniciar os embarques em janeiro. A nova planta, no entanto, nascerá pronta para embarcar também para a Europa. “Vamos exportar tudo, tanto as peças inteiras quanto as vísceras”, afirma Oliveira.

A previsão é enviar entre 10% e 20% da produção para o estrangeiro. Os Estados Unidos, que recentemente abriram as portas para receber carne do Brasil, estão na mira da companhia para o futuro. “O câmbio valorizado ajuda neste processo”, diz o empresário.

No mercado interno, o foco são os cortes gourmet que, devido ao alto valor agregado, respondem por 30% do faturamento da Supremo. Segundo Oliveira, a companhia possui duas linhas gourmet principais. A linha Diammond é de gado precoce, cuja carne é mais macia e suculenta. “Trata-se do cruzamento de raças britânicas”, comenta. Há, ainda, a linha Prime, com 14 cortes de carnes, voltada aos apreciadores de churrasco.

Crise

O empresário diz que mantém os planos de faturar pelo menos 5% a mais do que no ano anterior. Um dos motivos é o fato de o brasileiro ter descoberto, recentemente, os prazeres da boa mesa. “Depois que a Lei Seca foi instituída e respeitada no Brasil, as pessoas começaram a cozinhar mais em casa. O consumidor ficou mais exigente e hoje ele preza por uma boa carne, por uma boa cerveja, por um bom vinho”, comenta.

Para atender a esse público, a Supremo Carnes possui uma loja conceito em Contagem, no bairro Inconfidentes. No local, existe uma adega climatizada com vinhos e cervejas especiais. Conforme afirma Oliveira, um profissional especializado dá dicas de qual bebida irá harmonizar com as carnes.

Além da loja conceito, os produtos podem ser encontrados em grandes e pequenos supermercados em todos os estados do Brasil. A região Sudeste responde por 75% das vendas da empresa, enquanto o restante do país por 25%. Minas Gerais representa 50% dos negócios da companhia.

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