ECONOMIA

Tarifaço pode gerar perda de competitividade e forçar renegociação de contratos, alerta Fiemg

Federação reforça a necessidade de intensificar as negociações e garantir regras claras para contratos já firmados, cargas em trânsito e implementação da medida

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 16/07/2026 às 09:04.Atualizado em 16/07/2026 às 09:47.
 (Arquivo Hoje em Dia)
(Arquivo Hoje em Dia)

O novo tarifaço imposto ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos é preocupante e tem potencial para gerar perda de competitividade na indústria nacional e forçando a renegociaão de contratos. O alerta é da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que se posicionou, nesta quinta-feira (16), após o anúncio da taxação de 25% sobre os produtos brasileiros na entrada do país norte-americano. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (15) e passa a vigorar no dia 22.

Segundo a entidade, a nova barreira alfandegária cria uma diferença comercial prejudicial ao Brasil na disputa com fornecedores de outros países pelos mesmos compradores. Como consequências imediatas desse cenário, a federação projeta a possibilidade de substituição de parceiros comerciais brasileiros por concorrentes estrangeiros, pressão pela redução de preços e margens de lucro, além da necessidade de revisão de prazos e condições comerciais estabelecidas.

“A tarifa de 25% altera de forma expressiva as condições de acesso dos produtos brasileiros ao mercado americano. Será fundamental garantir clareza sobre os produtos atingidos, os prazos de implementação da medida e o tratamento dos contratos em andamento, reduzindo as incertezas para as empresas exportadoras”, afirma Verônica Winter, coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais do Centro Internacional de Negócios da Fiemg.

Reação de Brasília

A determinação de impor a sobretaxa partiu de investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). Iniciada há um ano, a análise do órgão norte-americano concluiu que determinadas práticas comerciais do Brasil oneram ou restringem as atividades de produtores, trabalhadores, inovadores e exportadores dos Estados Unidos.

O governo brasileiro contestou formalmente a decisão e negou qualquer fundamento para a aplicação das novas tarifas. Em comunicado emitido pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o Executivo brasileiro afirmou que não reconhece a legitimidade das investigações conduzidas pelos Estados Unidos, alegando que os procedimentos não possuem amparo nas normas que regem o comércio multilateral.

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