SEMANA SANTA

Tradição supera alta nos preços e impulsiona venda de bacalhau no Mercado Central

Comerciantes contam que as vendas têm sido boas e devem superar as do ano passado

Leandro Alves*
@leandroalves04
Publicado em 30/03/2026 às 15:18.Atualizado em 30/03/2026 às 15:43.
Antes mesmo de ir trabalhar, Hammer Lucas passou no Mercado Central para comprar o bacalhau (Valéria Marques / Hoje em Dia)
Antes mesmo de ir trabalhar, Hammer Lucas passou no Mercado Central para comprar o bacalhau (Valéria Marques / Hoje em Dia)

A reta final da Quaresma, período tradicionalmente marcado pelo aumento no consumo de peixes, impulsiona as vendas no Mercado Central, em Belo Horizonte. Mesmo com alta de 9,4% no preço médio, em relação ao ano passado, o bacalhau é um dos produtos mais procurados. Comerciantes estão com boas expectativas para a Semana Santa.

Quem trabalha no local garante que a procura em 2026 já supera a do ano anterior. Com a demanda aquecida, alguns lojistas já planejam fazer novos pedidos para não deixar os clientes sem o pescado até a Sexta-feira da Paixão.

Proprietário da loja Rei do Bacalhau, Jeferson Oliveira acrescenta que o público tem buscado praticidade. "O filé tem crescido mais pelo custo-benefício de ser desossado. Já de quinta para sexta-feira, o bacalhau desfiado ganha força pela rapidez no preparo", conta.

Em meio à maior procura, comerciantes lembram que os consumidores contam com diferentes opções no Mercado Central. Lá, é possível encontrar o quilo do bacalhau por até R$ 349,90, como no caso do Lombo Especial Porto.

Peixeiro com 30 anos de experiência na banca Santo Antônio, Giovanni Coimbra ressalta que o cliente fiel não abre mão da qualidade. "Antes mesmo da Semana Santa começar, eles ligam pedindo para separar o lombo. Muitos chegam cedo, antes mesmo de ir para o trabalho, querendo garantir a melhor peça", relata.

Foi o que aconteceu com o motorista de aplicativo Hammer Lucas Santos, de 55 anos. Na manhã desta segunda-feira (30), antes de sair às ruas com o carro, o morador do bairro Funcionários, na região Centro-Sul da capital, foi ao Mercado Central.

Para ele, o mais importante é não deixar o costume de lado. “No ano passado, paguei R$ 198 no filé. Já neste ano, o preço subiu para R$ 255. Porém, permaneço seguindo a tradição”.

*Estagiário, sob a supervisão de Renato Fonseca 

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