
A estrela deste Natal será o comércio eletrônico. A expectativa é que entre os dias 15 de novembro e 23 de dezembro, o faturamento das lojas virtuais passe de R$ 3,1 bilhões, 20% a mais que o montante apurado em igual período do ano passado.
Desde 1998, quando o e-commerce chegou ao país, o setor bate recorde atrás de recorde nas festas de Noel. E as previsões indicam que em 2012 será mais um, só que com um gostinho especial: a maior participação das classes C, D e E.
“Juntos, esses consumidores vão comprar mais que a soma dos gastos das classes A e B”, diz Leonardo Bortoletto, diretor-presidente da Web Consult, especializada em Inteligência Digital. O fenômeno acontece graças ao aumento no número de brasileiros que navegam no universo www. Hoje, o Brasil soma 80 milhões de internautas, dos quais 40 milhões compram ou já comparam pela Web. Na rede, a média de crescimento nas vendas beira os 30%. Já no varejo tradicional a expansão é bem mais modesta, de 10%.
“Para o consumidor, o negócio é excelente, pois a Internet oferece ferramentas de busca e a certeza de que o preço encontrado é o menor”, diz Gerson Rolim, diretor da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-e.net), uma das entidades responsáveis pela apuração dos dados do setor.
Em épocas de shoppings lotados e trânsito caótico, o ato de escolher os presentes de Natal sem sair do conforto do lar é apontado como uma outra grande vantagem.