
O mercado de apartamentos novos em Minas registra alta na procura por imóveis de padrão compacto. As vendas de unidades menores e funcionais saltaram 54%, com destaque para Belo Horizonte e Nova Lima. Os dados integram o Censo do Mercado Imobiliário, encomendado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG).
Ao todo, foram comercializados 21.516 unidades em Minas no ano de 2025, gerando um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 14,5 bilhões. Somente na capital e em Nova Lima, foram vendidas 7.545 apartamentos — o equivalente a 31,5% do total estadual —, movimentando R$ 7,3 bilhões.
Demanda e perfil do consumidor
Nas duas cidades, os apartamentos compactos responderam por 27,4% das transações. O volume de vendas desse padrão subiu de 1.340 unidades, em 2024, para 2.071, em 2025. O setor acompanhou o movimento com o lançamento de 2.128 novas unidades compactas - 30% do total das novas unidades.
Segundo o presidente do Sinduscon-MG, Raphael Lafetá, o crescimento é impulsionado por pessoas que moram sozinhas ou famílias menores que buscam localizações privilegiadas com valores mais acessíveis. Além disso, o alto custo dos terrenos tem levado as construtoras a investir em metragens reduzidas para garantir maior rapidez nas vendas.
Estoque e liquidez do mercado
O levantamento aponta ainda que o estoque de unidades novas em BH e Nova Lima fechou 2025 com 4.484 apartamentos. No ritmo médio de vendas observado no último ano, esse volume seria suficiente para apenas sete meses de mercado caso não ocorressem novos lançamentos.
Para o sindicato, a alta procura por esses imóveis mantém o dinamismo da construção civil e reduz o tempo de permanência dos produtos no mercado. A maior liquidez dos compactos é vista como uma estratégia para enfrentar os custos elevados de produção e terrenos nos centros urbanos.
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