REFEIÇÃO SAUDÁVEL

Alunos de Nutrição das Faculdades Kennedy usam jogos para ensinar consciência alimentar à meninada

Projeto mira crianças e adolescentes de 10 a 17 anos e usa brincadeiras desenvolvidas pelos próprios universitários

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 26/03/2026 às 07:30.
Universitários "testam" os jogos que eles mesmos criaram: estratégia divertida para falar sobre alimentos in natura e processados a estudantes de escolas públicas (Ana Paula Lima / Hoje em Dia)
Universitários "testam" os jogos que eles mesmos criaram: estratégia divertida para falar sobre alimentos in natura e processados a estudantes de escolas públicas (Ana Paula Lima / Hoje em Dia)

Comer bem é coisa séria – mas que pode ser ensinada por meio de brincadeiras. Foi pensando em um jeito leve e eficaz de fazer a meninada entender os riscos da alimentação ruim que estudantes de Nutrição das Faculdades Kennedy, em Belo Horizonte, criaram jogos voltados a crianças e adolescentes. A ideia é usar o material na conscientização de alunos da rede pública. As primeiras visitas a escolas estão programadas para segunda (30) e terça-feira (31).

Baseado no Guia Alimentar para a População Brasileira, o projeto pretende traduzir assuntos complexos, como insegurança alimentar, para o público de 10 a 17 anos.

À frente da iniciativa, a professora Melissa Luciana de Araújo explica que a classificação dos alimentos – in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados – será o carro-chefe da dinâmica. Entre as atividades estão palavras-cruzadas, caça ao erro e jogo da memória.

Os desafios fazem parte do programa “Comer bem no futuro começa agora!!!”, que também prevê visitas dos alunos da rede pública a hortas comunitárias e cozinhas solidárias. São parceiros o Projeto Itamar, associação sem fins lucrativos que trabalha com a comunidade do Aglomerado da Serra desde 2005, e o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comusan - BH), além da Emater-MG.

Mãos à obra

Aluna do 5º período de Nutrição, Maria Anayzi Vieira da Silva, de 20 anos, elaborou um card com erros comuns na hora da refeição. Cabe ao jogador identificar as condutas impróprias na imagem.

“Nem todo lugar nem todo jeito é indicado para se fazer a refeição. Comer olhando para telas, por exemplo, pode atrapalhar a sentir o gosto do alimento e até a degustação, pois a pessoa mastiga e engole mais rapidamente”, explica.

Junto a colegas, Letícia Alves Prado Morais, de 22 anos, ficou responsável pela criação de uma palavra-cruzada sobre aditivos químicos. “As pessoas precisam sair dessa bolha de achar que alimento ultraprocessado é só caloria, gordura e açúcar”, diz. “Quando descobrem o mal que esses componentes fazem, ficam curiosas e instigadas a ter uma alimentação mais saudável”.

Para o universitário Marcos Paulo do Monte Sena, de 23 anos, o projeto é uma maneira eficaz de ensinar ao público sobre consciência alimentar. “Como usamos cores e uma linguagem fácil, fica mais claro identificar depois se aquele alimento é uma boa opção ou não”, diz.  

Segundo a professora Melissa, os materiais foram elaborados como uma das atividades da disciplina de Nutrição Humana. “Agora serão usados no estágio supervisionado em nutrição social, oportunidade em que os estudantes da graduação têm a chance de lidar com o público em geral, ampliando também os próprios conhecimentos”, afirma. 

As primeiras visitas serão à Escola Estadual Professora Nair de Oliveira Santana, no bairro Nova Gameleira, e à Escola Estadual José Mendes Junior, na Comunidade Nossa Senhora Conceição, na Serra.

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