sem acordo

Após decidirem manter greve, professores de BH fazem vigília em frente à Secretaria de Planejamento

Conforme o sindicato, permanência é resposta à 'postura de enfrentamento' que a gestão municipal tem adotado diante da paralisação

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 02/06/2026 às 17:14.Atualizado em 02/06/2026 às 17:30.
Categoria se concentrou para vigília em frente à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (SMPOG), no Centro da capital (Reprodução/Redes sociais SindREDE)
Categoria se concentrou para vigília em frente à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (SMPOG), no Centro da capital (Reprodução/Redes sociais SindREDE)

Os professores da rede municipal de educação de Belo Horizonte decidiram nesta terça-feira (2), em assembleia na Praça da Estação, no Centro da capital, dar continuidade à paralisação que já dura 37 dias. Após a reunião, a categoria se concentrou para vigília em frente à Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (SMPOG). 

No saguão do prédio, com a presença da Guarda Municipal, representantes do Comando de Greve realizam permanência em resposta à “postura de enfrentamento” da gestão municipal diante da paralisação.

“Esperamos que haja negociação. Por enquanto, tem muita guarda municipal, até o momento, com tranquilidade. O que a gente espera é que a Prefeitura entenda que educação pública não é caso de violência, é caso de negociação. A gente precisa resolver os assuntos pendentes para que a greve possa se encerrar”, disse o Sind REDE-BH.. 

Cortes dos salários

Por meio de nota, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de BH (Sind REDE-BH) afirma que a PBH tem cortado os salários dos trabalhadores em greve e se recusado a garantir a reposição dos dias parados na educação infantil, além de dificultar a reposição do ensino fundamental. “Essa postura agrava ainda mais o conflito e prejudica toda a comunidade escolar”, afirma o comunicado

Os grevistas afirmam ainda que “a negativa em assegurar a reposição das atividades compromete o direito dos estudantes à educação, previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e pode prolongar desnecessariamente a paralisação.”

O Hoje Em Dia procurou a Prefeitura e atualizará esta matéria caso haja um posicionamento. 

Relembre os motivos da paralisação

A paralisação foi iniciada por professores concursados da rede municipal, que cobram recomposição salarial e melhorias nas condições de trabalho. Segundo o sindicato dos docentes, há sobrecarga, falta de profissionais e ausência de transparência sobre vagas disponíveis nas escolas.

O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), afirmou que não atenderá uma das oito reivindicações que, segundo ele, foram apresentadas pelo SindRede. A categoria cobra o fim das contratações via Organização da Sociedade Civil (OSCs).

Segundo a PBH, foi apresentada à categoria uma proposta de reajuste geral de 4,11% para todos os servidores efetivos, retroativa a 1º de maio deste ano em reunião com representantes do funcionalismo. "Somado ao reajuste de 2,40% concedido em janeiro de 2026, o índice total chega a 6,61%". 

Para o Sind-Rede, as contrapropostas apresentadas pela PBH até o momento são insuficientes e não resolvem as demandas protocoladas há meses junto à administração municipal. O sindicato argumenta que os 2,4% pagos em janeiro são fruto de uma conquista da greve passada, de 2025, quitados com atraso para cobrir perdas históricas do governo anterior.

Além disso, a categoria aponta outras questões enfrentadas na educação municipal, como a substituição do turno único  no modelo integral da Educação Infantil por turno e contraturno. Para o sindicato, a mudança “abrindo caminho para a substituição de professores por monitores, repetindo a lógica que já precariza o Ensino Fundamental.”

Na última semana, após a greve completar um mês, a PBH divulgou uma nota lamentando a decisão dos professores de manterem a greve e afirmou que já atendeu a todas as sete reivindicações prioritárias da categoria. "Já foram realizadas várias reuniões com a categoria na tentativa de encerrar a paralisação que tantos transtornos causam para pais e alunos", enfatiza o comunicado.

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