Democratizar acesso

CCBB-BH vai oferecer transporte gratuito para escolas, visitas mediadas e ações interativas

Programa educacional quer ajudar a superar barreiras sociais e econômicas para aproximar o público que está distante do Centro-Sul da capital

Gabriela de Castro*
gabriela.castro@hojeemdia.com.br
Publicado em 09/02/2026 às 15:01.Atualizado em 09/02/2026 às 16:21.
Com o objetivo de ampliar o acesso do público ao museu, programa educacional oferecerá transporte gratuito para escolas públicas, visitações mediadas e ações interativas (Valéria Marques/Hoje em Dia)
Com o objetivo de ampliar o acesso do público ao museu, programa educacional oferecerá transporte gratuito para escolas públicas, visitações mediadas e ações interativas (Valéria Marques/Hoje em Dia)

Transporte gratuito para escolas públicas, visitas mediadas a exposições e ações interativas em que o público se torna o artista. Essas são algumas das ações previstas no “Mediações em Movimento”, novo programa educacional do Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte (CCBB-BH). O objetivo é ampliar o acesso ao espaço, aproximando principalmente quem está distante do museu localizado na Praça da Liberdade, região Centro-Sul de BH.

Detalhes sobre a iniciativa foram dados nesta segunda-feira (9), mas algumas das atividades já estão em andamento no CCBB-BH, como as mediações às exposições em cartaz e as “Práticas de Ateliê”, ações que interagem com o conteúdo da mostra em cartaz e estimulam as pessoas a explorar a própria criatividade. Até o fim deste mês - período em que a exposição do artista Yoshitaka Amano ocupa o espaço - o ateliê recebe a prática “Gabinete de Inventividades”.

O coordenador do projeto, Daniel Filho, explica que o gabinete oferece ao público diversos materiais para a atividade, como bolas de acrílico, flores sintéticas e miçangas coloridas. A ideia é convidar cada visitante a se inspirar no ilustrador japonês para criar o próprio universo lúdico. 

“Esses ‘mini mundos’ vão dialogar tanto com a escolha dos materiais, tanto com as escolhas de técnica e de cores para atingir um objetivo de acordo com o sentido que a pessoa quer construir. Então, ela pensa no que ela quer para construir essa obra (se é peso, leveza ou movimento, por exemplo) para escolher esses objetos”.

Atividades inclusivas e transporte gratuito

A partir de março, o programa passa a oferecer uma programação completa. Além da próxima mostra com visitação guiada e práticas no ateliê - que terá como tema o patrimônio histórico de BH -, o espaço receberá atividades para crianças de colo aos sábados e para pessoas neurodivergentes aos domingos. Nos dois dias, essas ações ocorrerão às 9h30, meia hora antes do CCBB-BH abrir para o público geral.

“Justamente por entendermos que existe outra atmosfera que precisa ser criada para que essa visita seja para essas pessoas, a visita começa antes. Fazemos uma curadoria educativa sobre a curadoria artística não está trazendo, abordando o porquê aquilo ali dialoga com as especificidades desses públicos para que eles começem a criar vínculo com o espaço”, conta Daniel. 

Outro pilar do projeto é o diálogo com as escolas públicas e outras intituições (como orfanatos, asilos e ONGs) para viabilizar visitações de estudantes de diferentes partes de BH e da Região Metropolitana. O CCBB-BH oferecerá um ônibus para transportar esses alunos até o museu. 

Mediante contato com a organização do CCBB-BH, as instituições interessadas em participar do programa serão selecionadas por meio de sorteio. 

*Estagiária, sob supervisão de Renato Fonseca

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